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Redes integradas de transporte público
O 3º Seminário Internacional da Divisão América Latina da UITP, realizado nos dias 17 e 18 de outubro, em São Paulo, debateu casos concretos e bem-sucedidos de integração de sistemas de transporte público na América Latina e na Europa. Estiveram presentes representantes de dez países, a maioria da América Latina.
O Presidente da UITP – América Latina, Jurandir Fernandes, ministrou palestra sobre Integração no Transporte Público: Perspectiva da América Latina. Ele listou algumas vantagens para que a integração aconteça, tais como:
- Racionalização dos custos de transporte;
- Otimização e reorganização do espaço viário das cidades;
- Maior conforto para o usuário;
- Aumento da acessibilidade;
- Redução dos congestionamentos e, conseqüentemente, menor contaminação ambiental;
- Queda no número de acidentes.
Fernandes também destacou algumas das causas para que a integração não esteja acontecendo com muita freqüência nas cidades, como:
- Diversas autoridades institucionais;
- Sistemas de arrecadação incompatíveis;
- Alto custo de terminais de integração;
- Políticas tarifárias que não incentivam a integração;
- Objetivos diferentes entre os operadores, estimulando a concorrência entre os modos e não a complementaridade;
- Perda excessiva de tempo em transbordos mal planejados.
O presidente mostrou ainda alguns bons exemplos de integração no Brasil e América Latina. No final, propôs como uma das metas para o Seminário a resposta aos seguintes questionamentos: como fazer um planejamento global do sistema e como definir uma política tarifária apropriada para o bom funcionamento do sistema integrado? O palestrante acrescentou que as respostas devem passar também pela questão do barateamento das tarifas.
O Seminário debateu a importância da integração entre os diferentes sistemas de transporte público (metrôs, trens metropolitanos, ônibus, microônibus etc) para ampliar e melhorar a mobilidade urbana. Destacou também a integração como fator fundamental para a racionalização do sistema de transporte público, para a redução dos custos operacionais e o aumento da acessibilidade. Foram apresentados os exemplos de Caracas, na Venezuela, e Curitiba, no Brasil, bem como o sistema integração entre o metrô e os ônibus no Rio de Janeiro, este em palestra do gerente de projetos especiais da Opportrans, Eli Canetti.
Os sistemas de bilhetagem automática e seus benefícios para a gestão do transporte, facilitando a vida dos usuários, também foram abordados durante o Seminário, que mostrou as experiências bem sucedidas da bilhetagem nos sistemas integrados. Outras questões debatidas no evento foram a qualificação e os recursos para o financiamento da infra-estrutura do transporte público urbano, visando ao aprimoramento e à ampliação dos grandes sistemas, com a implantação de corredores de ônibus, metrôs e trens. O planejamento integrado, abrangendo política tarifária e integração institucional, a partir do entendimento entre níveis de governo e administrações municipais, em benefício de um transporte melhor e mais barato para os usuários, foi mais um ponto discutido. Foram apresentados modelos institucionais que viabilizam a integração entre os diversos modos de transporte, com diferentes gestores, assim como a definição de tarifas e repartição de receitas, para que os custos dos diversos operadores sejam cobertos sem que os usuários sejam penalizados.
Também foram destaque no Seminário as experiências de Berlim (Alemanha), Paris (França), Madri (Espanha) e de cidades latino-americanas, como Santiago (Chile), com o projeto Transantiago, Bogotá (Colômbia), com o Transmilênio, projeto construído a partir de concepção brasileira e cuja principal característica é agregar aspectos qualitativos do metrô a um sistema sobre pneus.
De acordo com a coordenadora do Departamento Técnico da Fetranspor, Richele Cabral Gonçalves, “foi possível perceber durante o seminário que os problemas se arrastam há anos e são os mesmos enfrentados em quase todos os municípios do Brasil e em outros países da América Latina. O mais citado pelos conferencistas foi o problema institucional. Enquanto não houver uma gestão integrada nas regiões metropolitanas, em que os interesses sejam tratados conjuntamente, sistemas integrados não poderão funcionar em sua totalidade. Todos os participantes querem a melhoria da qualidade de vida e do transporte de milhões de pessoas que moram, trabalham e estudam nas maiores cidades do País”.
[Número:855
- Data: 01/11/2005]
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Vantagens e Desvantagens da Integração
A integração é uma forma de cooperação operacional que tem como objetivo aumentar a acessibilidade dos usuários ao sistema de transporte e aos destinos desejados. Ela se torna interessante ou necessária quando a operação isolada apresenta problemas para os usuários, que podem ser por ela minimizados ou eliminados. Continuamente, a ANTP ressalta que a integração quase sempre é parte de um projeto de ampliação ou reestruturação do sistema de transporte coletivo no município, mas que também pode ser uma ação pontual, visando a racionalização de um serviço em operação.
A integração de transportes possui algumas vantagens e desvantagens que podem ser observadas a seguir:
Vantagens
Na maioria das cidades, as linhas se dirigem para o centro (locais onde está concentrada a maioria das atividades e serviços). A integração possibilitará uma reorganização do sistema eliminando a superposição de linhas nas áreas centrais. O excesso de ônibus e de linhas num mesmo corredor provocará congestionamentos, baixa velocidade e impontualidades. A integração do transporte também pode ser feita sem terminal. Nesse caso, a bilhetagem eletrônica permite que a conexão de linhas aconteça em qualquer ponto de embarque e desembarque.
A implantação de sistema integrado tem por objetivo:
- Otimizar os recursos utilizados no transporte;
- Aumentar a acessibilidade da população;
- Racionalizar o uso do espaço viário;
- Melhorar a qualidade de vida e a preservação ambiental.
Sendo assim, pode-se observar alguns benefícios atribuídos à integração:
- Melhorar o atendimento e qualidade de serviço para o passageiro;
- Maior rapidez nas viagens;
- Maior conforto com a espera em assentos;
- Maior segurança;
- Abrigar e proteger os usuários contra intempéries;
- Oferecer informações sobre linhas;
- Aumentar o IPK (índice de passageiros por quilômetro);
- Maior racionalidade na ocupação dos veículos;
- Melhorar o trânsito com as linhas troncais;
- Aumentar a velocidade operacional;
- Aumentar a rentabilidade do sistema de transporte, gerando novas oportunidades de investimentos em infra-estrutura, sistemas de monitoramento; e
- Melhorar a infra-estrutura de terminais e garagens, como por exemplo à existência de sanitários.
Tem-se ainda melhoria geral do serviço com a compra antecipada de passagens, embarque mais seguro e mais rápido e maior confiança nos horários. Numa viagem integrada, o passageiro passa por três situações distintas que são: a espera, o transporte e a transferência.
Percebe-se que, com a racionalização dos transportes, pode-se provocar uma diminuição a curto prazo na oferta do serviço. Em compensação, haverá um aumento da produtividade por veículo, com conseqüente aumento da rentabilidade da empresa. Com a melhora do serviço, há tendência de aumento na demanda.
Porém, para que todas essas vantagens apareçam é preciso que a integração tenha um forte sistema de controle operacional. Cabe ressaltar, também, que os benefícios mencionados não acontecem necessariamente em todos os casos, assim como não acontecem obrigatoriamente de forma simultânea.
Desvantagens
O principal aspecto negativo da integração de linhas é a necessidade que o usuário tem de realizar transferências (transbordos). Esse fato tem maior relevância para o passageiro idoso, pessoas que carregam crianças ou volumes e portadores de necessidades especiais. Outras desvantagens, além do tempo perdido com os transbordos, são mencionadas pelos usuários:
- Necessidade de se adicionar um planejamento à viagem;
- Possibilidade de se perder uma conexão;
- Maior incerteza do horário de chegada ao seu destino;
- Necessidade de se deslocar para adentrar no próximo veículo;
- Possibilidade de esperar por um outro veículo em um ambiente não familiar e hostil.
Porém, nem sempre o transbordo é mal visto: podem ser oferecidas melhorias ao usuário, de modo a minimizar aspectos negativos. Cita-se como exemplo uma situação em que, ao realizar transferência entre linhas, o usuário tenha a certeza de que acessará linhas expressas e que farão suas viagens em vias segregadas, diminuindo assim o tempo total da viagem.
Outro aspecto citado pela NTU como problema na integração é a dificuldade de manutenção do equilíbrio econômico – financeiro e a forte queda no atendimento do sistema ao usuário.
[Número:853
- Data: 04/10/2005]
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Continuação dos tipos de integração
Integração Operacional
As modalidades de transportes integradas normalmente possuem características de operações distintas entre si. Isso acontece devido às peculiaridades intrínsecas de cada modo, além do fato de freqüentemente pertencerem a empresas variadas, com identidades administrativas próprias.
Os sistemas de transportes uma vez integrados passam a oferecer em conjunto um único serviço ao usuário, sendo necessário que apresentem um único padrão de serviço e qualidade, para que as transferências sejam feitas de forma planejada e racional, minimizando então o desconforto dos transbordos. Os principais aspectos tratados na integração operacional são aspectos referentes ao horário, freqüência de viagens e tudo que diz respeito à oferta do transporte em geral.
A integração operacional é de extrema importância para que haja um bom funcionamento do sistema integrado, aumentando a credibilidade por parte dos usuários. Se não houver uma coordenação entre os diversos modos de transportes utilizados na integração, os passageiros podem perder o tempo que ganharam, por exemplo, com a utilização das linhas troncais de maior velocidade.
Integração Institucional
A integração institucional é o acordo existente entre órgãos gerenciadores, operadores e fiscalizadores do sistema de transporte, que têm por objetivo coordenar questões políticas, econômicas, financeiras, operacionais e administrativas do sistema como um todo.
Segundo a NTU, quase sempre a implantação do sistema integrado é acompanhada da criação de um órgão gestor dotado de boas condições de planejamento e controle dos serviços. Geralmente há um bom nível de informações operacionais.
Esse tipo de integração torna-se mais difícil conforme aumenta o número de instituições que participam da organização do sistema de transporte. Um exemplo típico de desorganização institucional é o ocorrido em regiões metropolitanas, que possuem ônibus municipais e intermunicipais, normalmente controlados por entidades diferentes que muitas das vezes não se entendem e possuem objetivos conflitantes.
Sistemas Integrados no Brasil
Historicamente, segundo a NTU, a integração teve início no Brasil com a reforma no sistema de transportes de Curitiba e Goiânia, em 1974, e o sistema de alimentação por ônibus do metrô de São Paulo, a partir de 1975.
A NTU divulga que, segundo dado do IBGE de 1996, do total de 96 municípios com mais de 100.000 habitantes, 29 possuíam algum sistema de integração ônibus-ônibus que abrange a totalidade ou parte da rede de transporte. A maioria dos sistemas integrados no Brasil é muito recente, sendo implantados a partir de 1990.
As cidades brasileiras que possuem sistemas integrados podem ser classificadas em grupos de alta, média e baixa complexidade. Estes correspondem, respectivamente, às grandes metrópoles nacionais, às regiões metropolitanas e grandes centros urbanos e aos centros urbanos de médio porte.
No primeiro grupo, o de alta complexidade, está apenas a região metropolitana de São Paulo, dispondo de um conjunto de sistemas de integração de alta complexidade operacional, modal e organizacional. O segundo compreende 6 regiões metropolitanas e 5 municípios isolados. O terceiro grupo compreende os municípios com população urbana entre 100.000 e 500.000 habitantes, ou seja, engloba as cidades de porte médio, e é onde se concentra o maior número de sistemas integrados. Na tabela a seguir pode-se verificar algumas das cidades brasileiras, assim como seus respectivos grupos.
Panorama da Integração nas cidades brasileiras
Pode-se haver algum município que possua integração, mas que não está listado aqui.
[Número:851
- Data: 06/09/2005]
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Integração tarifária Continuação dos tipos de integração
A integração tarifária é um componente essencial à qualificação de um sistema de transporte integrado. Neste caso, o usuário realiza uma quantidade ilimitada de transbordos, pagando uma única tarifa. O sistema tem a vantagem de eliminar discriminações geográficas, pois independentemente dos locais onde os usurários morem podem realizar as viagens pagando uma única tarifa. Além disso, na integração intermodal, o usuário pode receber um desconto ao comprar bilhetes mistos integrados, por exemplo na integração ônibus – metrô.
A integração tarifária pode ocorrer com ou sem terminal. A construção de terminais algumas vezes se torna inviável devido aos altos custos econômicos, financeiros e sociais, pois podem acarretar desapropriação de imóveis. A criação de grandes terminais demanda muitos gastos, inviabilizando os projetos de integração. Sugere-se então, para viabilização dos sistemas integrados, a utilização de bilhetes com validade temporal, ou seja, que dêem condições ao usuário de mudar de linha, para complemento da sua viagem, sem pagar outra passagem, desde que dentro de horário pré-estabelecido pelo sistema (é o que está ocorrendo no município do Rio de Janeiro). O uso do bilhete com validade temporal permite ao usuário mais opções de locais de transbordo e maior facilidade para chegar ao seu destino. Com ou sem terminal, a integração tarifária acontece com a utilização da bilhetagem eletrônica. Estes podem ser: comprovantes de papel comum, bilhetes magnéticos, cartões magnéticos ou cartões inteligentes (Smart Card).
Bilhetagem eletrônica
"Bilhetagem é a terminologia empregada para representar um conjunto de elementos constituído de tecnologia, organização, política tarifária e recursos humanos envolvidos na arrecadação, distribuição e controle das receitas provenientes de um sistema de cobrança de tarifas. No transporte público, a bilhetagem estabelece vínculos sociais, econômicos e tecnológicos". Villegas, M.D. (1997) Procedimento de avaliação dos sistemas de bilhetagem automática para transporte público por ônibus. Tese de Mestrado – PET/COPPE/UFRJ, Rio de Janeiro – RJ.
O pagamento através da bilhetagem eletrônica pode ser compartilhado por mais de um operador de transporte ou por mais de um modo. Também pode ser utilizado para a compra de outros bens e serviços. Em função de suas características tecnológicas, permite o acompanhamento detalhado da demanda.
Vantagens da bilhetagem
O emprego de uma solução adequada para a bilhetagem de um sistema de transporte público pode significar vantagens na operação e avanço tecnológico. Os objetivos na implantação da bilhetagem eletrônica são muito diversificados, ligando-se a aspectos de aumento de segurança, maiores opções de tarifação, arrecadação, dentre uma série de outros citados a seguir:
- Viabilizar a plena integração do sistema de transporte coletivo, através da operação coordenada entre os diferentes operadores e modos. Integração modal e temporal do sistema de transporte público;
- Aumentar a segurança e comodidade para o usuário, devido ao não uso de dinheiro em espécie, principalmente em cidades onde o número de assaltos no interior dos veículos é grande;
- Diminuir as fraudes e evasão de receitas, pois o sistema controla toda a arrecadação, permitindo total controle financeiro e fiscal;
- Gerenciar o controle de passageiros, de modo que se obtenha um real e preciso dimensionamento de todos os usuários do sistema de transporte (categorias e faixas horárias), permitindo assim, uma constante melhoria dos serviços de transportes públicos oferecidos à população;
- Racionalizar o sistema de transporte público a partir do gerenciamento dos dados fornecidos pelo sistema automático, tais como, fluxo de passageiros, tempo de viagem, horários de picos, quilometragem percorrida, satisfação dos usuários, dentre outros dados gerados pelo sistema. Poder-se-ia, aqui, acabar com problemas de credibilidade de dados devido a uma pesquisa realizada;
- Diminuir os custos de administração e gestão do dinheiro em espécie;
- Reduzir problemas com a falta de troco;
- Eliminar o mercado paralelo de bilhetes de vale-transporte;
- Reduzir o custo operacional;
- Reduzir o tempo de embarque e desembarque nos ônibus, permitindo maior rapidez no percurso do itinerário, com melhorias para o trânsito e oferta de transporte;
- Controlar as gratuidades com identificação digital, permitindo monitorar e detectar utilizações excessivas. Reduz-se assim a incidência de fraudes e evasão;
- Permitir o rastreamento dos cartões inteligentes;
- Permitir aplicações de políticas tarifárias por dia, hora, região, etc., com o objetivo de implantar um sistema automatizado confiável, que possa ainda ser incrementado e tecnologicamente atualizado e que proporcione benefícios a todos os integrantes do sistema;
- Por fim, pretende-se com a bilhetagem eletrônica, melhorar a imagem do sistema.
Há algumas metas a serem alcançadas com a integração tarifária, como:
- Divulgar o sistema para minimizar a perda de demanda pela falta de informação;
- Equilibrar perdas de receitas no sistema pelo uso de integração;
- Reajustar as tarifas pela elasticidade;
- Maior previsibilidade de receita;
- Melhor distribuição da demanda;
- Dar manutenção aos usuários;
- Atingir públicos não usuários.
[Número:849
- Data: 09/08/2005]
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Política Tarifária nos Transportes Públicos
Nos dias 22 e 23 de junho, foi realizado, em Brasília, o Seminário Nacional da NTU sobre Política Tarifária nos Transportes Públicos. Durante o evento foi lançado o relatório sobre "Novas Tendências em Política Tarifária - Transporte Público Urbano". A seguir apresentamos um resumo do relatório, que foi dividido em três partes. A primeira contém uma breve explicação da estrutura tarifária, seus objetivos, remunerações e tecnologia de cobrança e controle de acesso. Na segunda foi feita pesquisa sobre as práticas de tarifação em alguns municípios brasileiros. Na terceira e última parte, são discutidas as principais questões de política tarifária nas cidades brasileiras (estudos de casos).
Primeira parte
É possível identificar três objetivos básicos de políticas tarifárias:
- financeiros: cobertura dos custos dos serviços;
- econômicos: indução a que as escolhas dos usuários se dêem de forma economicamente ótima;
- sociais: redistribuição de renda e inclusão social.
A tarifação pode considerar apenas os custos internos das viagens (investimentos e operação) ou também seus custos externos (congestionamentos, acidentes, poluição do ar, etc).
A estrutura tarifária é constituída em três elementos, que, combinados, definem as bases de cobrança pelos serviços de transporte. São eles:
- Valor ou nível da tarifa: método de determinação da tarifa e procedimentos de reajustes e revisões ao longo do tempo;
- Estratégia de cobrança: distinguem-se, basicamente, duas estratégias - a de unificação e a de diversificação tarifária. Nesta última, são importantes as questões relacionadas com a integração e com as gratuidades e descontos;
- Opções de pagamento: condições oferecidas aos usuários para a aquisição de determinada tarifa ou crédito usado nas viagens.
A remuneração pode ser direta, pelo usuário, ou por uma entidade - governamental, privada ou mista - que concentra a receita tarifária e faz a sua distribuição segundo um determinado critério.
Tradicionalmente, nas cidades brasileiras, a forma de cobrança pela viagem é manual, com pagamento em dinheiro e ticket de papel (vale transporte ou passes) para o cobrador, no interior dos ônibus, ou para o bilheteiro nos terminais. Atualmente, tem-se evoluído para a cobrança através da bilhetagem eletrônica.
Segunda parte
Pesquisa de práticas de tarifação
O universo da pesquisa é constituído pelos 253 municípios brasileiros com população acima de 100.000 habitantes. Foi pesquisada uma amostra de 120 municípios, distribuídos proporcionalmente ao tamanho da população. Os resultados estão agregados em dois grupos de municípios: o primeiro (Todos) compreende todos os municípios pesquisados e o segundo (Grandes) somente aqueles com mais de 300 mil habitantes. Alguns gráficos podem ser verificados a seguir. Mais detalhes podem ser encontrados no site: www.ntu.org.br.
No próximo encarte técnico continuaremos com as informações sobre integração nos transportes...
[Número:847
- Data: 12/07/2005]
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Tipos de Integração
As grandes cidades brasileiras foram vítimas de um crescimento desordenado, cujo efeito foi o surgimento de fluxos desiguais de viagens, no tempo e no espaço. Observa-se nessas cidades, modalidades operando de forma desarticulada, atendendo a demandas nem sempre compatíveis com as suas características operacionais.
Uma das finalidades da integração é promover a hierarquização dos meios de transporte, estabelecendo suas funções na nova organização, de acordo com suas respectivas faixas de eficiência. Com a integração, os diferentes modos de uma cidade passam a ser encarados como integrantes de uma única rede, concebidos em função da demanda a ser atendida de forma hierarquizada e complementar.
Sendo assim, a integração, além da hierarquização dos meios de transportes pressupõe, sobretudo, nova organização institucional e operacional, bem como nova estrutura tarifária.
A integração pode ser classificada em quatro níveis:
- Integração física;
- Integração tarifária;
- Integração operacional;
- Integração institucional.
1 - Integração Física
A integração física é aquela em que o usuário utiliza duas ou mais linhas de transporte público, realizando transbordo e proporcionando a continuidade de sua viagem. Essas viagens podem ser feitas com o mesmo modal ou modais diferentes.
A simples aproximação física entre sistemas não garante tal integração. É necessário que a interface entre eles seja realizada através de equipamentos e instalações adequados, que possibilitem transferências rápidas, seguras e confortáveis, minimizando dessa forma, os efeitos negativos inerentes aos transbordos.
A transferência pode ocorrer em vários locais: se o local de transferência for um ponto em comum entre os modos, esse local é chamado de "ponto de transferência ou de transbordo"; portanto, se o local se tratar de uma estação é chamado de "estação de transferência ou de transbordo". Percebe-se então que, para que haja a integração física, não há exigência da existência de terminal; porém, sua adoção pode facilitar e viabilizar a integração inter ou intramodal, oferecendo proteção contra ações intempéricas e maior conforto durante a espera pelo próximo veículo.
Existe uma série de aspectos que precisam ser observados e planejados nos sistemas integrados de transportes, principalmente no que se refere ao tempo de transbordo. Tais aspectos são: desvios de trajetos para o ponto de transbordo, nas voltas necessárias para que os ônibus entrem ou saiam dos terminais, nos tempos de embarque e desembarque de passageiros entre veículos, e no tempo de caminhada a pé dentro do terminal. Percebe-se então que um único aspecto isolado não necessariamente vai ocasionar um efeito negativo no tempo total do percurso, porém o somatório de vários destes problemas certamente irá prejudicá-lo.
Contrariamente aos terminais de transbordo, os pontos de transferência não necessitam de um processo de planejamento, pois tais transferências ocorrem de maneira espontânea, minimizando muito o tempo perdido com as caminhadas.
Recomenda-se que os projetos de integração física atendam a alguns requisitos básicos:
Em relação aos usuários:
- distância mínima de caminhada;
- áreas adequadas para espera e formação de filas;
- equipamentos de proteção contra acidentes;
- equipamentos de proteção contra intempéries;
- travessias de vias sinalizadas ou em desníveis;
- instalações para deficientes físicos;
- instalações para comunicação e orientação de usuários.
Em relação aos operadores do terminal:
- otimização dos investimentos;
- mínimo custo de operação;
- capacidade compatível com a demanda prevendo possibilidade de expansão;
- projeto que permita flexibilidade operacional.
Em relação à comunidade local:
- o projeto deve levar em consideração a relação existente entre o terminal e o meio urbano próximo, procurando minimizar o impacto da obra de forma a não causar ou incentivar a deterioração na qualidade de vida da população lindeira. (os outros tipos de integração podem ser verificados nas próximas edições)...
Petrobras e Fetranspor apresentam resultados do EconomizAR no Rio
Evento comemora 100 mil aferições na frota da RMRJ
João Augusto Monteiro, Armando Hinds, Carlos Augusto Arentz e Cláudio Alzuguir
observam aferição em ônibus. Ao fundo o céu do Rio parece agradecer
No último dia 31 de maio, Petrobras e Fetranspor comemoraram, em evento realizado no porção Rio’s, a ultrapassagem da marca de 100 mil aferições de ônibus da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, pelo Projeto EconomizAr, e apresentaram resultados obtidos em oito anos de parceria.
Os números do Projeto, sua forma de atuação, benefícios e importância para todo o país foram apresentados por vários dos participantes que fizeram exposição no evento. O conselheiro da Fetranspor e presidente do Rio Ônibus Lélis Marcos Teixeira, disse sentir-se honrado por participar de um segmento responsável pelos deslocamentos de 82% da população do Estado, que contribui também para a melhoria da qualidade de vida da cidade, com controle de emissões e conseqüente melhoria do ar.
Os representantes do Ministério das Minas e Energia, Paulo Leonelli, e da Petrobras, Carlos Augusto Arentz e Frederico Marinho, respectivamente gerente de Desempenho Energético e de Suporte ao Conpet, enalteceram a atuação do empresariado do Estado. Os secretários municipais de Transporte, Arolde de Andrade, e de Meio Ambiente, Ayrton Xerez, falaram de esforços conjugados das duas pastas, para a diminuição da poluição ambiental.
Os representantes do Setranspani, Fernando Castro, e do Sinterj, Joel Fernandes Rodrigues, respectivamente o mais antigo e o mais novo participante no âmbito da Fetranspor, apresentaram os resultados das aferições nas áreas de abrangência de seus sindicatos e o coordenador do Projeto EconomizAr no Espírito Santo, João Fernandes, também fez um balanço das ações em seu Estado. A possibilidade de reduções de emissões serem convertidas em créditos de carbono, segundo o Protocolo de Kyoto, foi abordada pelo engenheiro Pablo Fernandez, da Ecosecurities do Brasil.
Houve ainda análise dos ganhos para a saúde, pelo professor Paulo Saldiva, da Faculdade de Medicina da USP. Armando Hinds, coordenador do Projeto no Estado do Rio de Janeiro, ressaltou a importância das pessoas para o sucesso do EconomizAR. Citou o presidente do Conselho da Fetranspor, José Carlos Reis Lavouras, que reconheceu, desde o primeiro momento, a importância do Projeto; Alexandre Bahia Santiago e João Eudes Tuma, da Petrobras; os presidentes dos sindicatos participantes; empresários e profissionais do setor e os técnicos do Projeto. Fez menção especial ao superintendente da Fetranspor, Luiz Carlos de Urquiza Nóbrega, cujo entusiasmo muito contribuiu para a expansão do Projeto. O engenheiro Guilherme Wilson deu os detalhes e os números do Projeto, no âmbito da Região Metropolitana: 100.428 aferições, 191 milhões de litros de diesel economizados, 10,4 mil toneladas de material particulado não expelido e 522 mil toneladas de Co2 não emitidas.
[Número:845
- Data: 14/06/2005]
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Tipos de linhas de ônibus
Em função do atendimento prestado e do itinerário desenvolvido, as linhas de ônibus recebem uma classificação. É fundamental que se conheça a demanda a ser atendida para que se possa definir o tipo de linha de ônibus que apresentará melhores resultados operacionais. Aspectos sócio-econômicos da população, assim como urbanísticos da região, influenciam nessa definição. Conforme a forma de inserção na área urbana, especialmente quanto à distribuição espacial dos itinerários, o traçado das linhas pode ser classificado como:
Radial
Linha que liga um bairro periférico ou subúrbio com o centro da cidade (local onde normalmente se concentram as atividades comerciais e de prestação de serviços). As linhas radiais apresentam as seguintes características:
- são indicadas para o atendimento de grandes fluxos de passageiros com destino final no centro da cidade;
- os deslocamentos são realizados no sentido centro-periferia e vice-versa;
- normalmente percorrem o mesmo itinerário tanto na ida como na volta;
- são linhas que exigem algum transbordo para os usuários que não desejam viajar para o centro da cidade;
- contribuem para os congestionamentos das vias centrais, devido ao grande número de veículos circulando no centro.
Diametral (ou transversal)
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são linhas que interligam dois bairros ou setores da cidade passando pela área central ou tangenciando a mesma. Justifica-se a implantação deste tipo de linha através do surgimento de pólos de atração de viagens fora da área central da cidade. Evita-se neste caso a realização de transbordos e pagamentos de duas ou mais passagens. As linhas diametrais não são freqüentes em cidades grandes, devido ao grande congestionamento na área central, responsável pelos atrasos na tabela de horários e também pelo aumento dos custos operacionais. Quando a ligação é realizada sem passar pelo centro, a linha é também chamada perimetral.
Diversos tipos de linhas de acordo com o traçado
Circular
- linha que liga várias regiões da cidade, formando um circuito fechado, como se fosse um círculo. Geralmente se utiliza pares de linhas circulares girando em sentidos opostos, a fim de reduzir a distância e o tempo das viagens. Este tipo de linha só possui um ponto terminal.
Local
- linha que possui o percurso totalmente inserido em uma determinada região da cidade (onde se localizam um ou mais bairros). Tem o objetivo de atender alguns pólos de atração importante com viagens diretas.
De acordo com a função, as linhas podem ser classificadas como:
Troncal
- linha que opera em corredores de grande demanda, com a função principal de realizar o transporte de uma região a outra da cidade.
Alimentadora
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linha que opera coletando usuários de uma determinada região da cidade, conduzindo-os para as linhas troncais e distribuindo-os em sentido inverso. Tem, portanto, a função principal de captação e distribuição da demanda. Normalmente, operam nas vias secundárias.
Convencional
- linha que executa simultaneamente as funções de captação dos usuários na região da origem, transporte da origem até o destino e distribuição na região de destino.
Seletiva
- linha que realiza um transporte complementar ao transporte coletivo, com tarifa maior e melhor qualidade para atrair usuários de automóveis, modificando os hábitos da população.
Exemplo de funcionamento de um Sistema Tronco-alimentador
[Número:840
- Data: 05/04/2005]
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Atributos ligados ao transporte público
Foco dos usuários
• Confiabilidade – caracterizada pela exatidão no cumprimento da programação estabelecida para o serviço, pontualidade e regularidade das linhas, além da existência de informações sobre preço, itinerário e horários;
• Tempo de deslocamento – é um dos atributos de mais fácil percepção e importância para o usuário, e se caracteriza pelo tempo de viagem gasto para se deslocar da origem até o destino desejado. Vale lembrar que o tempo de espera também é computado no tempo total de deslocamento;
• Acessibilidade – caracteriza-se pela maior ou menor facilidade de ingresso no transporte público, ou seja, proximidade dos pontos de parada e dos terminais e freqüência dos serviços;
• Conforto – aspectos como ocupação do veículo, possibilidade de viajar sentado, temperatura interna, condições de ventilação, ruído, aceleração/ desaceleração, altura dos degraus e largura das portas representam o nível de conforto oferecido;
• Conveniência – está relacionada com aspectos ligados diretamente às características gerais do sistema, tais como, necessidade de transferência, períodos de operação, nível de oferta no entrepico, condições dos pontos de parada e terminais e informações sobre serviços;
• Segurança – caracteriza-se pela proteção do usuário, tanto no que diz respeito a acidentes no sistema, quanto à proteção contra crimes. O estado de conservação dos veículos pode minimizar a probabilidade de ocorrência de acidentes devido a falhas mecânicas, e a segurança física contra agressões e roubos no interior do veículo é indispensável para uma boa segurança no transporte público;
• Custo (Tarifa) – é um indicador de grande importância para o usuário do transporte público, já que sua maioria é composta por pessoas de baixa renda.
Foco dos operadores
• Econômico – se caracteriza pelo compromisso econômico – financeiro para que haja equilíbrio entre receitas e despesas, sendo este equilíbrio o grande responsável pelo conflito de interesses entre operadores e usuários;
• Operacional – a forma como é operado o sistema, assim como sua estrutura espacial, influencia diretamente no comportamento do operador. No caso de serviços concorrentes, por exemplo, isso pode vir a acarretar uma disputa negativa, exigindo do poder público um maior controle e fiscalização do sistema como um todo;
• Trabalhista – neste enfoque pode se evidenciar a dificuldade que os operadores têm em conciliar todos os horários de trabalho. Normalmente, os horários da equipe de operação, manutenção e administração não coincidem entre si, aumentando os custos operacionais do sistema. Vale ressaltar que, devido à oscilação da demanda e da oferta dos serviços de transportes, vários funcionários têm que fazer horários corridos e/ou exceder no número de horas trabalhadas, o que se reflete diretamente no custo operacional.
[Número:838
- Data: 08/03/2005]
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Prioridade para o transporte coletivo urbano As medidas de prioridade para o transporte coletivo no sistema viário urbano têm se mostrado eficazes para resolver os problemas diversos, aumentar a eficiência dos serviços de ônibus e dotá-los de vantagens competitivas no mercado de transporte. Ao criar infra-estruturas viárias exclusivas para a circulação do transporte coletivo, aumenta-se a velocidade dos ônibus – com impactos positivos sobre os tempos de viagem e conforto dos usuários, os custos operacionais, as tarifas, a regularidade e confiabilidade dos serviços. Além dos efeitos positivos sobre a mobilidade, as vias exclusivas podem se constituir em eixos estruturados importantes das cidades, quando associadas a políticas de uso e ocupação do solo, contribuindo para o ordenamento do espaço urbano e a qualidade de vida dos moradores. Uma das grandes vantagens das medidas de prioridade para o transporte coletivo por ônibus é seu baixo custo por quilômetro, quando comparadas, por exemplo, aos metrôs e ferrovias. A seguir, um gráfico do percentual de cidades acima de 300.000 habitantes que possuem tratamento prioritário no Brasil:

Nível de Segregação | Tipo de Tratamento/ Operação | Variações | Características | 1 |
Tráfego misto | | veículos de transporte coletivo circulam junto com o tráfego em geral, sofrendo interferências longitudinais e transversais. Cruzamentos em nível freqüentes. | 2 | Faixa Exclusiva | no fluxo | veículos do transporte coletivo trafegam em faixa exclusiva, mas sem o elemento de separação física do tráfego geral. A faixa exclusiva costuma estar na lateral da via (embora possa estar também no centro) e ter ou não faixa dupla para ultrapassagem junto aos pontos de parada. Número considerável de cruzamentos em nível. | no contra - fluxo | 3 | Pista Exclusiva (canaleta, busway) | em via de múltiplos usos | veículos do transporte coletivo trafegam em faixa exclusiva, com elemento de separação física do tráfego geral. A faixa exclusiva pode estar no centro ou nas laterais da via e ser ou não duplicada para ultrapassagem (especialmente junto aos pontos de parada). Poucos cruzamentos de cruzamentos em nível. | via exclusiva | 4 | Via Segregada | | veículos do transporte coletivo trafegam em via totalmente segregada, não sofrendo interferências longitudinais ou transversais de qualquer tipo. Não há cruzamentos em nível. |
[Número:836
- Data: 08/02/2005]
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Assaltos a ônibus: empresas devem preencher o CAO e enviar para a Fetranspor
O número de assaltos a ônibus tem crescido no Estado do Rio de Janeiro. A situação mais crítica é na Região Metropolitana, com 92% dos casos. A população está cada vez mais insegura e com medo de viajar nos ônibus, que já enfrentam a queda de demanda, fruto de uma série de problemas.
A Fetranspor vem fazendo seu papel de comunicar, semanalmente, à Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado e à Polícia Militar, os dados do formulário "Comunicado de Assalto a Ônibus" (CAO). Esses dados são consolidados da seguinte maneira:
- Total de ocorrências nos municípios;
- Horários com maior números de assaltos;
- Dia da semana com maior incidência de assalto;
- Nome das linhas com maior incidência de assalto;
- Nome das ruas com maior incidência de assalto;
- Nome dos bairros com maior incidência de assalto
É preciso que as empresas colaborem, encaminhando o CAO devidamente preenchido para a Fetranspor sempre que tomarem conhecimento de algum assalto em seus ônibus. Muitas são as empresas que já têm, em sua rotina de trabalho, esse procedimento. Porém, os números registrados pela Federação ainda estão abaixo dos números fornecidos pela SSP.
No gráfico ao lado, a diferença entre os registros do CAO e da SSP deixa claro que é fundamental que cada empresas faça o encaminhamento do CAO para a Fetranspor.
Encartado nesta edição de Relatório Fetranspor, publicamos o formulário para as empresas que ainda não o possuem. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo telefone: 2531-1998 ou pelo e-mail: richele@fetranspor.com.br.
[Número:833
- Data: 28/12/2004]
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