Programa Ambiental

Iniciado em 1997 com um projeto de eficiência energética, o Programa Ambiental Fetranspor atualmente possui diversas linhas de ação, incluindo a gestão ambiental empresarial e a educação ambiental do setor, alcançando a inovação tecnológica do controle de emissões de poluentes locais (Material Particulado), a utilização de combustíveis alternativos, além das iniciativas de compensação ambiental quanto aos níveis de emissão de gases de efeito estufa.

 

Convênio Selo Verde

 

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O Convênio Selo Verde realiza as medições e controle de emissão de gases poluentes visando o atendimento a legislação ambiental estadual Diretriz DZ-572.R-4 – Procon Fumaça Preta. O serviço abrange a entrega semestral de laudos e o acesso a um banco de dados via web que permite a consulta ao histórico de medições da frota. O Convênio é formado pelas parcerias entre a Fetranspor, o Programa Economizar da Petrobras/Conpet e o Programa Despoluir da CNT.

 

 

 

2. Programa EconomizAR

 

O programa EconomizAR, fruto da parceria da Fetranspor com a Petrobrás/Conpet, vem contribuindo significativamente para o crescimento da eficiência energética do setor. Os resultados apresentados, desde sua implantação em 1997, permitem inferir uma redução de aproximadamente 1,9 milhões de toneladas de CO2 e 40 mil toneladas de material particulado que deixaram de ser emitidos na atmosfera e uma economia de 690 milhões de litros de diesel não queimados.

 

2. Programa Despoluir

 

O programa ambiental Despoluir foi desenvolvido pela Confederação Nacional de Transporte (CNT) e foi implementado pela Fetranspor em fevereiro de 2008. Seu principal objetivo é promover o engajamento dos empresários do setor, dos transportadores, dos caminhoneiros autônomos, dos taxistas e da sociedade na conservação do meio ambiente, para que atuem na construção de um desenvolvimento verdadeiramente sustentável.

 

Energias alternativas

 

1. Biodiesel B5

 

Em 2007, a Fetranspor realizou, de forma pioneira, o maior experimento com Biodiesel B5, o programa “O Rio de Janeiro Sai na Frente – Biodiesel 5% na Frota de Ônibus”, onde 3.500 ônibus do Estado do Rio de Janeiro foram abastecidos com biodiesel B5, com o objetivo de apresentar uma alternativa energética sustentável ao transporte coletivo de passageiros e orientar a antecipação da meta prevista pela Lei Federal 11.097/2005 que previa a utilização deste percentual na mistura a partir de 2013. Isto significou uma redução total de material particulado de 10% para cada ônibus e uma economia de 3,3 milhões de litros de óleo diesel, o equivalente ao reflorestamento de aproximadamente 11 mil árvores e a não emissão de 7 mil toneladas de CO2.

 

2. Diesel S50

 

Com a crescente elevação do consumo do diesel no Brasil, há uma tendência em reduzir-se ao máximo o teor de enxofre (S), principalmente nas grandes capitais, onde a frota veicular e o número de indústrias são bem maiores. O uso de energias limpas tem se tornado uma alternativa eficaz. Sendo assim, no Brasil, a partir de janeiro de 2009, foram disponibilizados para os consumidores, diferentes tipos de diesel classificados conforme norma internacional que se baseia no teor de enxofre e indicado em PPM (partes por milhão), presentes no óleo. São eles: S10, S50, S500, S1800. Seguindo a tendência internacional, o uso de biocombustíveis tem aumentado no Brasil ao longo dos últimos anos e sua participação na matriz energética nacional tem aumentado significativamente ao longo dos anos onde o etanol e o biodiesel são os principais tipos de biocombustíveis produzidos e utilizados no setor de transportes brasileiro.

 

3. Biodiesel B20

 

O programa de combustíveis alternativos contemplou o experimento com Biodiesel B20, o qual entrou em vigor em 2009. Este experimento iniciou com um teste em 15 ônibus na cidade do Rio de Janeiro abastecidos com 20% de biodiesel durante 12 meses ininterruptos realizado em parceria com o Governo do Estado, BR Distribuidora, Shell, Ipiranga, Mercedes Benz e Volkswagen Caminhões e Ônibus. Espera-se obter uma redução de aproximadamente 148 mil toneladas de CO2 e 3 mil toneladas de material particulado, em 2016.

 

4. Diesel de Cana

 

No Brasil a cultura da cana de açúcar está consolidada com níveis de produtividade cada vez maiores. O diesel de cana se apresenta como uma solução promissora. Trata-se de uma inovação no que tange combustíveis alternativos ao petróleo, é um hidrocarboneto proveniente de matéria prima renovável, com processo semelhante à produção de etanol e propriedades semelhantes as do diesel fóssil. O projeto contemplou uma frota de 40 ônibus urbanos do Consórcio Intersul que operam no município do RJ, sendo que 20 ônibus utilizam a mistura AMD30 (30% de diesel renovável de cana e 70% de diesel metropolitano, atualmente composto por 5% de biodiesel e 65% de óleo diesel S-50) e 20 ônibus utilizam o diesel metropolitano como base para a comparação. Os benefícios ambientais obtidos foram significativos quanto a redução das emissões de poluentes atmosféricos locais decorrentes da implantação de tecnologia que atende aos limites de emissão estabelecidos pelo Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores – PROCONVE – fase 7 e que o uso de combustíveis alternativos pode contribuir com reduções de emissão de poluentes atmosféricos locais e globais.

 

5. Diesel de Cana no BRT

 

Projeto pioneiro no Rio de Janeiro, prevê o abastecimento de ônibus metropolitanos com Diesel de Cana na cidade. Este projeto agrega sustentabilidade ao transporte público de qualidade com veículos e combustíveis renováveis – Diesel AMD100 e veículos articulados com motorização Euro V.

 

6. Veículos Elétricos

 

A Fetranspor e o seu compromisso com a sustentabilidade iniciou em 2014 testes na frota da cidade do Rio de Janeiro com veículo 100% elétrico movido por baterias de fosfato de ferro-lítio, em substituição aos veículos a diesel convencional, visto que esta tecnologia não polui (zero emissão de poluentes) e é ambientalmente amigável.

No projeto, será avaliado o desempenho de um ônibus elétrico, operando numa linha regular no município do Rio de Janeiro e, também, os aspectos de consumo, emissões, dirigibilidade, desempenho, manutenção, tecnologia e qualificação dos profissionais envolvidos no processo, além de se identificar as eventuais barreiras (técnicas, econômicas ou culturais) que dificultem uma maior penetração da tecnologia elétrica híbrida junto ao segmento de transporte urbano de passageiros no país.

Ao término do projeto será emitido o Relatório Final do Projeto apresentando uma análise conclusiva sobre o assunto, de modo a orientar uma tomada de decisão estratégica, por parte dos principais atores envolvidos com as questões do transporte urbano no Brasil.

 

Novos projetos

 

1. Programa de emissões on board

 

A implementação deste Programa está sendo estudada pela Fetranspor. Trata-se de desenvolvimento de tecnologia embarcada nos veículos das frotas das empresas do sistema Fetranspor, para medição instantânea dos índices de gases de escapamento. A medição dos níveis de emissão de 95% dos veículos desse sistema atualmente é feita pelos técnicos do Programa EconomizAR, os quais avaliam individualmente cada um dos 22.500 ônibus participantes do Programa no Estado. A tecnologia inovadora proposta passa pela identificação, em tempo real, das condições de manutenção de cada uma das frotas de ônibus do Estado, separadas por empresa. Este diagnóstico pode auxiliar na concentração dos esforços da equipe de campo no sentido de averiguação e correção dos casos em não conformidade com as normas ambientais vigentes.

 

2. Cartão RioCard Ecológico

 

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A ideia de compartilhamento da responsabilidade dos níveis de emissão com a sociedade, por meio dos usuários do transporte público deu origem às medidas propostas a seguir. A Fetranspor entende que, após ter realizado e implementado todos os Programas necessários à redução, por si mesma, dos níveis de emissão de gases poluentes pelo setor que representa, terá legitimidade para convidar a sociedade consciente a participar do processo de anulação dos gases de efeito estufa. Sabemos que os ônibus existem para garantir o direito de ir e vir dos cidadãos. A necessidade constante de deslocamentos diários impõe ao usuário um papel de co-responsabilidade com as emissões totais de gases. O usuário consciente pode ajudar a neutralizar essas emissões optando pelo vale-transporte RioCard Ecológico. Com isso, participará diretamente do Programa de Compensação Ambiental da Fetranspor, através do plantio de árvores.