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Representantes da Volkswagen e de empresas
de transportes de passageiros do Estado do Rio de Janeiro estiveram
juntos, no dia 29 de maio, no Capit José Alves Lavouras,
em Deodoro, no Encontro Técnico sobre Equipamentos Volkswagen,
promovido pela Fetranspor. Ricardo Barion, do Marketing do Produto
Ônibus da VW, falou sobre as novas tecnologias incorporadas
aos motores de ônibus, em especial sobre os motores eletrônicos.
O ponto alto de sua palestra foi a análise feita sobre as
oportunidades e riscos dos veículos equipados com esses motores
eletrônicos. Entre as oportunidades ou vantagens, o palestrante
ressaltou os seguintes aspectos: as ferramentas de diagnóstico
de problemas, totalmente computadorizadas, o que poupa tempo; a
possibilidade de programar o veículo para aplicações
específicas; o gerenciamento da frota, e outras ainda irreais
para o Brasil, como a navegação a bordo, que permite
saber os locais com congestionamentos, facilitando a mudança
de rota ou a programação de novos horários,
e a comunicação on line com a garagem. Já entre
os riscos ou desvantagens, Barion citou a necessidade de mão-de-obra
especializada, o alto custo das peças de reposição
e dos softwares de manutenção, e a linguagem incompatível.
De qualquer maneira, o palestrante afirmou que a VW, apesar de ainda
não fabricar os ônibus eletrônicos, já
está se preparando para oferecer ao mercado esses veículos.
Depois da exposição de Barion, foi a hora de esclarecer
dúvidas e apresentar soluções de problemas
levantados pelo pessoal de manutenção das empresas
sobre os equipamentos da marca VW. A responsabilidade ficou a cargo
de José Vicente De Santis, da Assistência Técnica
do Produto Ônibus. De Santis apresentou cada observação
das transportadoras, deu explicações e falou sobre
as medidas que o fabricante vem tomando para corrigir possíveis
erros (veja no quadro as questões apresentadas pelas transportadoras
e as ações que a VW está implementando para
responder aos anseios das empresas clientes). Os representantes
das transportadoras presentes ao evento apresentaram também
algumas sugestões para a equipe técnica da VW. O supervisor
geral da Real Auto Ônibus, Joaquim Charles, por exemplo, sugeriu
uma entrega dos produtos mais profissional. Segundo De Santis "é
uma obrigação da nossa rede fazer uma entrega técnica
minuciosa. Temos monitores de pós-venda, treinamento para
motorista ou multiplicadores, e as particularidades do manual técnico
devem ser esclarecidas, enfim, esta é uma disciplina que
tem que ser posta e mantida em prática. É nosso dever".
O acompanhamento do encarroçamento dos chassis diretamente
na encarroçadora para orientar a montagem foi outra sugestão
apresentada por Charles e que já está sendo adotada
pela VW. "Estamos treinando uma equipe técnica para
fazer este acompanhamento permanente junto às oito plantas
existentes no Brasil. Já possuímos um manual bastante
detalhado sobre o encarroçamento dos produtos da nossa marca.
Mas sabemos que só o manual não é suficiente.
O encarroçador precisa de alguém da fábrica
por perto para esclarecer dúvidas. Com essa equipe, que deve
estar iniciando esse trabalho a partir de julho, teremos ganhos
significativos e acreditamos que os problemas de carroçaria,
que nos afetam diretamente, serão bastante minimizados",
afirmou De Santis.
A partir do debate sobre o encarroçamento dos veículos,
Armando Hinds, engenheiro e coordenador da Fetranspor, que organiza
os encontros técnicos com fornecedores, prometeu realizar,
em breve, outro com as encarroçadoras. Além dos palestrantes,
também representaram a Volkswagen no evento o gerente de
Marketing do Produto, Luiz Roberto Impanato, Roberto Gonçalves
Pavan, também da área de Marketing do Produto, os
representantes de assistência técnica do escritório
regional, Márcio Pereira Kraus e Orlando Macedo Neto, e Carlos
Wagner Pereira, do Planejamento do Produto Ônibus.
Empresas e entidades presentes ao evento:
Madureira-Candelária, Friburgo Auto Ônibus, Viação
Dedo de Deus, Viação Cidade do Aço,
Real Auto Ônibus,
Viação Caravele,
Transportes Oriental, Abolição Caminhões
e Ônibus, Top Rio, Rio
Ônibus, Setranspani, Setransduc e Sest/Senat.
Em negrito, as empresas que encaminharam dúvidas, reclamações
e sugestões previamente para a Fetranspor. Além dessas,
a Resendense também encaminhou.
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