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se iniciado como modesto Encontro dos Transportadores de Passageiros
no Rio de Janeiro, em 1989, já em sua segunda edição
teve caráter regional e passou a publicar a Carta do Rio
de Janeiro, com as diretrizes, opiniões e posicionamentos
do setor perante a sociedade, e na terceira, atingiu âmbito
nacional. De lá para cá, vem agregando autoridades
de transporte de outros países, transformou-se em Congresso
e gerou a Feira Rio Transportes – ou Fetransrio. Tornouse
bienal, contou com participação de governadores de
Estado, ministros da República, secretários de Transporte
de vários estados e municípios brasileiros e técnicos
renomados, fazendo história no segmento.
Por ocasião da décima versão do Etransport,
evento promovido pela Fetranspor e sindicatos filiados com apoio
de CNT, NTU, Abrati, Anttur, ANTP, Fabus e Simefre (vide programação),
a revista Ônibus faz uma retrospectiva e vai buscar alguns
registros dos eventos anteriores, a fim de mostrar seu crescimento
e importância em forma de declarações de personalidades
ligadas aos temas ali analisados, muitas delas cheias de emoção,
envolvimento, interesse.
3º Encontro: preocupação com mãodeobra
e modernidade
Em outubro de 1991, no Riocentro, o então superintendente
da Fetranspor Alberto Moreira, afirmava: ”O dono de ônibus
de ontem é o empresário de ônibus de hoje, que
está preocupado com a mãodeobra, a modernidade,
a eficiência e a produtividade”. O governador Leonel
Brizola, que viria a ser responsável por uma das maiores
crises do setor, com a encampação de empresas, seu
sucateamento e posterior devolução, reconhecia: “o
ônibus é responsável por mais de 90 por cento
do transporte no Rio de Janeiro”. Ipiranga e Petrobrás
participavam da exposição, mostrando as vantagens
do gás natural para o meio ambiente.
4º Encontro: empresário quer fazer valer sua
experiência
No encontro seguinte, em que o presidente da Fetranspor,
José Carlos Reis Lavouras, indica a posição
dos empresários como “em busca do objetivo máximo
de prestação de melhor serviço de transporte
coletivo aos milhões de cidadãos que nos confiam diariamente
suas vidas”, Alberto Moreira foi firme ao mostrar essa determinação:
“O setor privado não pode continuar aguardando que
o governo planeje sozinho, quando o setor detém a experiência”.
Os temas giraram em torno das questões de Recursos Humanos,
ValeTransporte, Comunicação e Marketing, Delegação
de Serviços Públicos de Transporte Coletivo, Modal
Rodoviário, Tributos e Responsabilidade Civil. Dentre os
palestrantes, o exministro dos Transportes Eliseu Resende. Houve
até uma mensagem do Papa João Paulo II, lida por Dom
João D’Ávila Moreira Lima: ”O Santo Padre
almeja que as atividades do 4º Etransport contribuam para o
bem comum e para o aprimoramento do serviço de transporte
público no Rio de Janeiro”.
Evento tem nível internacional
5° Etransport: Alberto Moreira fala
em nome dos transportadores
Durante o 5º Encontro, também no Riocentro,
a feira atinge sua maioridade, dividindose em três salões,
e o número de workshops chega a 15, muitos deles realizados
concomitantemente, o que gerou dúvidas na platéia,
pela importância dos assuntos abordados. Foram palestrantes,
dentre outras personalidades, os publicitários Mauro Salles
e Washington Olivetto, que falaram sobre a mídia e a imagem
do sistema. O especialista em assuntos econômicos da Cepal
(Comissão para a América Latina e Caribe da ONU),
Ian Thompson, enfocou a experiência chilena com a desregulamentação
do transporte. Um momento de emoção foi o recebimento,
pelo presidente da Federação, José Carlos Reis
Lavouras, das mãos do diretor regional do Senai, Roberto
Boclin, da medalha “Educatio et Labor”, conferida in
memoriam a seu pai, empresário José Alves Lavouras.
6º e 7º Etransport têm grande participação
de autoridades

O jurista Ives Gandra Martins,
durante o 6° Etransport
No evento seguinte, de 5 a 7 de outubro no Riocentro,
16 foram os temas analisados e discutidos. O 6º Etransport’94
contou com premiação do Rodoviário do Ano,
presenças do ministro dos Transportes Bayma Denys, do técnico
belga Marc Hustin, do exministro Cloraldino Severo e do jurista
Ives Gandra Martins dentre os palestrantes e debatedores.
O 7º Etransport registra o décimo aniversário
do valetransporte, já consolidado como conquista social
do trabalhador brasileiro. O secretário estadual de Transportes
do Rio de Janeiro, Francisco Pinto, testemunha: “A cada ano,
o Etransport vai se consolidando e crescendo em representatividade
e na contribuição para a evolução do
setor, seja na parte da tecnologia, seja na parte institucional.”
Os profissionais rodoviários foram homenageados, recebendo
certificados de eficiência e cidadania. A exposição
evolui para 1ª Feira Rio Transportes e se torna um marco ao
colocar, ao lado dos estandes, desde modelos antigos de ônibus,
como jardineiras com janelas de madeira envernizada, até
ônibus urbanos com plataforma eletrohidráulica para
portadores de deficiência.
8º Etransport lança PAM e PDBQ
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| 8° Etransport: O então prefeito
Conde fala, ladeado pelo governador Marcello Alencar e pelo
presidente da Fetranspor |
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O então secretário estadual de
transportes (RJ), Francisco Pinto, dá a mensagem do poder
público durante o 8° Etarnsport |
O 8º Etransport iria se transformar em outro
grande marco: lançaria os prêmios Alberto Moreira,
destinado aos rodoviários que mais se destacassem no desempenho
de suas funções, e Daniel Barata, voltado para as
empresas cujos processos de gestão de qualidade conseguissem
melhor avaliação. O ministro Eliseu Padilha, dos Transportes,
prestigiou o Etransport, já na condição de
Congresso, e em caráter bienal. Foi realizado no Museu de
Arte Moderna.
9º Etransport: último evento de transportes
do século XX
9° Etarnsport: o ministro Eliseu Padilha foi um dos palestrantes
Esta foi uma das mais marcantes características
do 9º Etransport. O setor queria “luzes para o século
XXI”. O ministro Eliseu Padilha adianta aos participantes
o andamento da Lei 8.693, que dispõe sobre a descentralização
dos serviços de transporte ferroviário e enfatiza
a vontade do governo federal de ter a iniciativa privada como parceira.
O senador Ney Suassuna propõe o diálogo entre transportadores
e governo e o ministro Ovídio de Ângelis, da SeduPR,
fala sobre a política nacional de transporte urbano, que
já começa a se delinear. Os juristas Sérgio
Cavallieri e Manoel Luiz Zuanella fazem palestras inesquecíveis
sobre a responsabilidade social das empresas de transporte. O jurista
Frederico Coelho de Souza afirma: “O Estado socializou os
ganhos, a eficiência e privatizou os riscos.” A mensagem
do presidente da Fetranspor na publicação sobre o
evento, termina com a frase: “Honremse o 9º Etransport
e a 3ª Fetransrio. Que seus resultados não sejam sonhos
à beiramar!
10º Etransport
A próxima edição da revista Ônibus trará
cobertura completa da décima versão desse evento,
a se realizar quando esta edição estiver sendo distribuída.
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