Marco Aurélio Viana e Sidney Rezende
participam de seminário da Fetranspor
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O consultor Marco Aurélio Viana, autor de 32 livros sobre administração de empresas e conhecido internacionalmente mostrou, durante realização do II Seminário sobre Transporte Acolhedor, no Hotel Internacional Rio, em Copacabana (RJ), raízes históricas para as atuais dificuldades encontradas pelos empresários dos mais diversos segmentos, diante da mudança do cenário econômico e tecnológico mundial, ao mesmo tempo em que citava algumas características fundamentais do líder: visão estratégica, consciência da mudança, conseguir ser, a um só tempo, aprendiz das mudanças e mestre dos liderados, assumir o papel de instigador e motivador, manter a ética, ter sempre em mente a condição de ser humano liderando outros seres humanos.

Referindo-se às mais recentes pesquisas realizadas nos Estados Unidos, que detectam que o cliente não quer ser tratado como tal, mas como pessoa, Marco Aurélio considerou o programa Transporte Acolhedor, da Fetranspor, perfeitamente ajustado à tendência que se delineia nas maiores empresas americanas. Ele classificou a administração como a ciência “que possibilita à empresa se transformar em longeva” e, dentre os atributos das organizações que alcançam essa longevidade, citou a visão de longo prazo, a valorização do ser humano, uma necessidade de inovação “obsessiva” e – o mais importante – estar voltada para uma causa nobre. E afirmou: “o transporte acolhedor é uma causa nobre”.

Após o intervalo para o almoço, os participantes do seminário promovido por Fetranspor e sindicatos filiados foram surpreendidos por dupla de atores que, passando-se por garçons do hotel, interpretou breve esquete que abordou as questões da segurança e da qualidade do transporte, de forma leve e divertida. O consultor Luís Carlos Jardim e a psicóloga Mônica Lyra fizeram rápidas abordagens sobre a logística do programa e seu histórico, respectivamente. A advogada Sônia Carvalho, presidenta da Associação Pró-Consumidor, ressaltou a semelhança com projeto da entidade que preside denominado “Mania de Bom Atendimento” e lembrou às empresas que o Código do Consumidor deve servir não só às pessoas físicas, como às jurídicas, pois também elas são consumidoras de produtos e serviços.
A voz da mídia

O jornalista e escritor Sidney Rezende (Rede Globo) mostrou o lado da mídia, no relacionamento com o transporte coletivo. Afirmou que o bom profissional de comunicação busca a isenção e é pautado por ela que deve se conduzir, diante de qualquer segmento. Enalteceu a busca, que vem se registrando nos mais diversos setores da economia brasileira, pela organização de base e pelo trabalho bem feito. Alertou para o provável advento da Alca, que aumentará a competição entre empresas e paí-ses, afirmando que o empresariado precisa estar atento às mudanças.

Rezende frisou que, atualmente, produtores de bens e serviços devem ter em mente a grande influência da mulher na economia. “Quanto mais se atender bem a mulher, melhor”, afirmou. O Projeto EconomizAr (voltado para utilização racional de combustível e controle de emissões veiculares) e as iniciativas de sindicatos e empresas de ônibus voltadas para a comunidade, de que tomou conhecimento através de filme institucional da Fetranspor, foram citadas de forma positiva. O jornalista explicou o interesse da mídia pelos fatos que envolvem o segmento pelo fato de quase sempre atingirem uma parte significativa da sociedade. Citou as queixas de leitores e expectadores, os números divulgados pela Ouvidoria Municipal e outros fatos relativos ao transporte coletivo como facilmente capazes de chamar a atenção dos jornalistas. Afirmou que é preciso se evitar que empresas que trabalham de forma inadequada possam atingir a imagem das outras.

O convite periódico a jornalistas para conhecerem melhor o setor, a visita de empresários a veículos de comunicação, o envio de dados sobre assuntos relevantes para a população foram ações recomendadas por ele. Ouvir as críticas com humildade e discuti-las internamente, com intuito de corrigir eventuais falhas, preparar cursos sobre o segmento para jornalistas e estagiários de Comunicação foram outras sugestões de Rezende, que se dispôs a ajudar nessa aproximação, se o setor assim o quiser.

   
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