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Jabor acredita que o Brasil da modernização
está em luta com o Brasil do atraso

O jornalista e cineasta Arnaldo Jabor, na
palestra de abertura do 10º Etransport, no dia 8 de novembro,
enfatizou o combate que existe hoje entre o Brasil que prefere o
atraso e o que quer se modernizar. “Existe esse desejo maior
de um país que não pode continuar com métodos,
procedimentos, vícios, velhos hábitos que atrapalham
qualquer progresso”, afirmou. Jabor acredita que o que está
acontecendo no Brasil se estende ao setor de transporte coletivo.
“Há um desejo da categoria de modernização,
de atualização, de aumento da eficiência, do
bom serviço”, disse.
Com o humor que lhe é característico, o jornalista
fez uma retrospectiva da história do país, passando
pelo descobrimento e chegando até os dias de hoje. Para ele,
alguns “hábitos” comuns em nosso país
são herança cultural, como o clientelismo, o “burocratismo”,
a corrupção, e o patrimonialismo, entre outros. Não
se estimulava o desenvolvimento social e se trouxe para o Brasil
uma espécie de maquete européia. “Os problemas
vieram na caravela”, brinca. “Nossa sociedade foi criada
para ficar fora do processo político”, ressaltou. Na
opinião de Jabor, os últimos 15 anos da história
brasileira foram muito ricos e o povo evoluiu. “Aprendemos
muito. A partir do impeachment, a sociedade passa a ter um caráter
mais reativo. A sociedade brasileira está aprendendo a ser
democrática. Agora, estamos entrando num período cheio
de expectativa, mas também cheio de esperança”,
disse sobre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Sobre a globalização, o jornalista acredita que há
nela um aspecto que nos beneficia, que é a invasão
de processos democráticos, de métodos, da ética
no trabalho e da moralidade. “O Brasil está passando
por uma transformação muito grande. No mínimo
interessante”, afirmou. Para Jabor, a postura mais moderada
adotada pelo PT atualmente e, em especial, nesta última campanha
para a eleição para presidente da República,
de que o Brasil se resolve com a negociação, é
um grande avanço. “Espero que o PT aja com o espírito
do Lula, que criou a política sensata da negociação
possível. A democracia é a única forma de governo
que pode dar conta do labirinto social”, defendeu.
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