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Investir no homem: o caminho certo para melhorar o setor

Da esquerda: Luiz Carlos Jardim, Urquiza Nóbrega, Bernardino
Rios Pim, Mônica Lyra, Carlos Knittel e Sidney Batalha.
O treinamento
e a capacitação dos trabalhadores rodoviários
e a melhora contínua na gestão das empresas de transporte
coletivo foi o principal foco do primeiro workshop realizado durante
o 10º Etransport. Antônio Carlos Melgaço Knittel,
empresário de Salvador e presidente do Colégio de
Recursos Humanos da NTU, destacou em sua exposição
a crescente participação das mulheres na administração
das transportadoras. “As mulheres hoje ocupam lugar de destaque
nas empresas. Quase todas têm mulheres em seus quadros de
direção. A presença feminina foi de fundamental
importância, pois humanizou as organizações”,
afirmou Knittel. Outros aspectos que, segundo o palestrante, ajudaram
a construir empresas mais humanas no setor de transporte foram as
lutas dos trabalhadores em busca de melhores condições
de vida e de trabalho e o surgimento do transporte ilegal. De acordo
com Knittel, esses fatores fizeram com que as empresas investissem
mais e melhor em recrutamento, seleção e treinamento
de seu pessoal, como forma de elevar a qualidade da mão-de-obra
do setor e conseqüentemente dos serviços, ganhando também
com a redução dos custos. “Investir no homem
é retorno certo”, disse. Knittel falou do papel do
Colégio de RH e de seu crescimento. “Já somos
atualmente 483 membros, a maioria é de mulheres e quase a
metade é de empresárias”, destacou, lembrando
mais uma vez a presença feminina nas empresas. Ao concluir,
declarou-se “fã incondicional” da área
de RH. “Sei da sua importância e tenho motivado nossas
empresas nesse sentido”, afirmou.
Sidney Batalha, diretor executivo da Confederação
Nacional do Transporte (CNT), apresentou o Sistema CNT enfatizando
o papel de cada órgão e entidade que o constituem,
com destaque para o Sest/Senat e o Idaq. Sobre o Sest/Senat, Batalha
explicou que sua proposta é “desenvolver e disseminar
a cultura do transporte, promovendo melhor qualidade de vida e desempenho
profissional do trabalhador, bem como a formação e
a qualificação de novos profissionais para a eficiência
e eficácia dos serviços prestados à sociedade”.
Para isso, seus estabelecimentos operacionais, conhecidos como Capit
(Centro Assistencial e Profissional Integrado do Trabalhador em
Transporte) e Pate (Posto de Atendimento ao Trabalhador em Transporte
nas Estradas) oferecem assistência à saúde,
esporte, cultura, lazer e oportunidade de treinamento, capacitação
e formação profissional, além do ensino fundamental
e médio, através do Telecurso. Os cursos promovidos
pelo Sest/Senat podem ser presenciais, ou seja, realizados em sala
de aula nas empresas ou nos Capits, e à distância,
através da Rede Transporte, que já alcança
todo o território nacional. “Já temos atualmente
1.506 pontos de recepção instalados para empresas”,
revelou.
Enquanto o Sest/Senat concentra seus esforços na educação,
saúde e lazer dos trabalhadores rodoviários, o Idaq
(Instituto de Desenvolvimento e Assistência Técnica
e de Qualidade em Transporte) volta suas atividades para os empresários
procurando ser um “provedor de soluções”,
diz Batalha. O Instituto atua diretamente através de consultores
e contribui para a implantação de novas tecnologias.
Entre seus produtos destacam-se o Programa de Gestão da Qualidade
e Produtividade em Transporte, criado com base nas normas da ISO;
o selo Qualidaq, oferecido às empresas que trabalham dentro
de padrões de qualidade reconhecidos; o Projeto EconomizAR,
voltado para a redução da emissão de fumaça
negra e para a racionalização do uso do combustível;
o Prêmio Nacional de Conservação e Uso Racional
do Combustível; cursos presenciais e de ensino à distância,
e projetos e seminários estratégicos para o setor.
De acordo com Batalha, “o Sistema CNT não tem medido
esforços em buscar o melhor para formar o homem, para que
ele possa também dar o melhor de si”.
A assessora de Recursos Humanos da Fetranspor, Mônica Lyra,
que integrou a mesa desse primeiro workshop, falou da importância
do 10º Etransport iniciar seus trabalhos debatendo sobre Recursos
Humanos e destacou a preocupação do Sistema CNT em
pensar o homem “como um ser completo, de forma holística”.
Luiz Carlos de Urquiza Nóbrega, superintendente da Fetranspor
e representante do presidente do Conselho de Administração
da Federação, José Carlos Reis Lavouras, afirmou
que, como estudioso de transporte, sabe que não há
nada semelhante ao Sest/Senat e ao Idaq em qualquer outro país.
O consultor Luiz Carlos Jardim lembrou o início do Colégio
de RH da NTU, quando apenas 12 membros participavam. Baseado na
informação de Knittel, presidente do Colégio,
de que hoje já são 483 membros, Jardim acrescentou
que esse aspecto humano evoluiu muito dentro das empresas, mas que
ainda há muito a ser feito. Antes de encerrar o workshop,
o presidente da mesa, Bernardino Rios Pim, conselheiro da CNT, que
representava o presidente da Confederação, Clésio
Soares de Andrade, destacou o alto nível dos palestrantes
e dos debates.
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