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A qualidade do combustível, o design
dos ônibus e a capacidade dos motores
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Touma: novas tecnologias para o GNV
já estão disponíveis. |
Gerber: motor eletrônico polui menos
e é mais durável. |
Os avanços tecnológicos
em equipamentos e processos foram o tema do quarto workshop do 10º
Etransport. João Eudes Touma, gerente executivo de Conservação
de Energia Renovável e Suporte ao Conpet/Petrobrás,
destacou a questão dos combustíveis fósseis
advertindo que “ou se trata o combustível, ou os gases
de combustão que saem dos catalisadores”. Touma afirmou
que, hoje, no Brasil, o diesel metropolitano está com teor
de enxofre de 0,2% e que nos próximos dez anos está
prevista a redução desse teor. “A Petrobras
está investindo no tratamento do diesel e da gasolina”,
revelou.
O palestrante falou
também sobre os combustíveis alternativos, como o
biodiesel. Segundo Touma, o caso do combustível alternativo
depende de fatores externos, como a produtividade, as pragas etc.
“Hoje já dominamos a tecnologia e a logística
para produzir o biodiesel. O grande problema é ter uma produção
continua-da para atender à demanda. A produção
ficará sempre suscetível para atender outras atividades”,
afirmou. Como exemplo, o palestrante lembrou o caso do álcool.
“Superamos o problema das pragas, incentivamos as plantações
de mandioca para produzir o álcool da mandioca e tínhamos
usina para produzir. No entanto, os plantadores descobriram que
fazer farinha de mandioca era mais negócio”, contou.
Sobre o gás natural, Touma informou que, apesar de termos
em abundância no Brasil, a aceitação e penetração
são maiores para os veículos leves. Ele falou das
tecnologias mais novas que estão sendo adotadas para a utilização
do gás natural liquefeito. “Esse combustível
já está disponível para utilização
em veículos pesados. A combinação do sistema
convencional com o sistema híbrido foi outro ponto destacado
pelo palestrante. De acordo com Touma, esse motor pode ser acionado
para qualquer combustível.
Ao diretor executivo da Fabus, Roberto Ferreira, coube explanar
sobre os avanços tecnológicos do ônibus nos
aspectos design, conforto, acessibilidade etc. “Nossa tecnologia
no Brasil procura acompanhar o que de mais moderno existe no mundo”,
disse. Segundo Ferreira, cerca de 20% da produção
de ônibus urbanos hoje já são veículos
equipados com ar condicionado. Quando se fala em ônibus rodoviários
esses veículos correspondem à metade da produção.
Ferreira destacou alguns itens que podem contribuir para a satisfação
das pessoas que utilizam o ônibus como transporte. De acordo
com o palestrante, no que compete ao produto ônibus, são
itens como low floor e kneeling (piso baixo e ajoelhamento), que
facilitam o embarque e desembarque de passageiros; e a qualidade
do ambiente interno dos ônibus, com equipamentos como vídeo,
som, ar condicionado, poltronas mais confortáveis, cores
modernas, menos ruídos etc, que contribuem para o bem-estar
dos clientes. “Eles são fundamentais para aumentar
o grau de satisfação”, disse. No que compete
aos operadores e ao Poder Concedente, Ferreira sugere facilidade
de informações de horários e itinerários,
venda de bilhetes por telefone com entrega em domicílio,
pontos de parada com quadros de itinerário e que protejam
do sol e da chuva, e treinamento dos motoristas para o melhor atendimento.
Christian Gerber, gerente de Marketing Produto Ônibus da DaimlerChrysler,
falou sobre a busca dos operadores por veículos com custos
operacionais cada vez menores, dos fabricantes por tecnologias com
fatores de destaque frente à concorrência, e das autoridades
por limites de emissões gasosas e sonoras cada vez menores.
O motor eletrônico foi apresentado pelo palestrante como uma
solução para esses anseios. Gerber destacou suas vantagens,
como menor consumo de combustível, menores emissões,
menor demanda de manutenção, maior durabilidade, auto-diagonose
e auto-proteção, além da segurança e
do conforto.
Outro assunto da palestra de Gerber foi o sistema de transporte
coletivo urbano por ônibus. Ele ressaltou as principais fases
do processo de planejamento, implantação, programação,
operação e controle das linhas de ônibus, considerando
o planejamento urbano, o meio ambiente e o atendimento das necessidades
da população. “Para aumentar a competitividade
do setor, o poder público e os empresários podem adotar
uma postura orientada pelo mercado”, afirmou. Segundo o palestrante,
isso é possível assumindo o papel de explorador do
negócio de transporte, buscando novos nichos mercadológicos;
alavancando empreendimentos urbanísticos, imobiliários
e comerciais agregados embutidos ou associados ao negócio;
obtendo receitas, não tarifárias, complementares,
capazes de viabilizar a adoção de uma tarifa adequada
à realidade social da região, e tentando não
onerar inteiramente o custo de transporte dos usuários, preservando
assim a demanda.
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