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| Amyr Klink: pequenos detalhes são o
segredo do sucesso |
"O sucesso do nosso negócio
hoje tem a ver com as decisões que nós tomamos antes".
“A gente se esquece que nos pequenos detalhes está
o segredo do nosso sucesso”. “A experiência pode
ser um atributo perigoso, porque faz com que a gente se sinta confiante
e repita, nos dias de hoje, o mesmo caminho seguido há anos
atrás”. As frases parecem ter vindo de um especialista
em gestão de negócios, mas foram ditas por um especialista
em viagens. E não são as de ônibus, mas as de
barco.
Foi o navegador Amyr Klink quem as pronunciou, durante palestra
realizada exclusivamente para os empresários de transportes
do Estado do Rio de Janeiro, no Museu Nacional de Belas Artes, dia
13 de fevereiro. O evento, promovido pelo Banco Santos, incluiu
uma visita dos empresários à exposição
“O Tesouro dos Mapas – A Cartografia na Formação
do Brasil”, que reúne 220 peças, entre mapas
antigos e objetos náuticos, do período entre o século
XV e o século XX.
A idéia de levar os empresários de transportes para
conhecer a exposição e assistir à palestra
teve todo o apoio da Fetranspor. “Nós incentivamos
e estimulamos a realização do evento, pelo seu valor
cultural e pela oportunidade de ouvir a experiência de vida
de uma personalidade como Amyr Klink”, disse o superintendente
da Federação, Luiz Carlos de Urquiza Nóbrega.
A empresária Lucinda Barbosa, da Transportes São Silvestre,
aprovou a iniciativa. “Foi uma oportunidade de aprender coisas
novas, relembrar outras coisas que aprendemos, achei incrível,
sugiro que este tipo de evento se repita outras vezes”, disse.
Em quase 90 minutos de palestra, Klink falou sobre suas viagens
e sobre como as decisões e planejamentos anteriores a cada
uma são importantes para evitar os erros e levar aos resultados
esperados, contou um pouco da história da navegação,
com destaque para os feitos dos portugueses nos séculos XV
e XVI, e revelou como realizou seu grande sonho de criança,
de dar uma volta ao mundo, “um giro de 360o”, como classificou.
“Um dia perguntei a minha mãe onde ficava o Japão.
Ela pegou um coco e apontando para um lado disse – nós
estamos aqui e o Japão é aqui, do lado oposto. A partir
daí passei a sentir uma atração enorme por
contornar esse coco, essa bola onde a gente mora, o Planeta Terra”,
revelou o navegador para uma platéia de cerca de 93 pessoas.
A visita à exposição “O Tesouro dos Mapas”
aconteceu antes da palestra e foi guiada por monitores. Os visitantes
conheceram o acervo, denominado “Cid Collection”, que
faz parte da coleção do presidente do Banco Santos
e do Instituto Cultural Banco Santos, Edemar Cid Ferreira. Entre
as peças, destacam-se cinco cartas tipo portulano (desenhadas
sobre pergaminho animal), datadas dos séculos XVI e XVII;
um mapa de 1493, o mais antigo da mostra; maquetes de embarcações;
objetos náuticos, como o astrolábio, principal instrumento
usado pelos navegadores portugueses para determinar a latitude,
e globos. No ambiente intitulado “A Última Terra –
o Desenho do Brasil” foram reunidos mapas que mostram algumas
regiões brasileiras, especialmente o Nordeste, a Amazônia
e o Sul. Do Rio de Janeiro, há um de 1698. Realizada pelo
Instituto Cultural Banco Santos, a exposição, que
esteve em São Paulo, chegou ao Rio em dezembro do ano passado
e ficou aberta até o dia 3 de março.
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