Novo Rio: mudanças para dar aos clientes um ambiente “acolhedor”
Terminais

 


Consórcio investiu US$ 6 milhões no Terminal Rodoviário Novo Rio


Roberto Faria: ganharam as empresas de ônibus e os clientes


Câmeras com monitores de gravação aumentaram a segurança do local


Plataformas agora são com formato “espinha de peixe”

Doze anos. Esse é o tempo que separa o antigo Terminal Rodoviário Novo Rio do atual. Seis milhões de dólares. Esse foi o valor investido para dar aos clientes da Rodoviária um ambiente seguro, confortável e moderno. Administrada atualmente pelo Consórcio Novo Rio, Coderte e Socicam, a Novo Rio passou por muitas mudanças. Algumas podem ser facilmente identificadas, outras não são vistas pelos usuários, mas foram fundamentais para a recuperação física e operacional do Terminal. Segundo o diretor regional da Socicam no Rio de Janeiro, Roberto Faria, quando o Consórcio assumiu o Terminal, em 1990, a situação do local era crítica, com vazamentos, sistema elétrico danificado, telhados quebrados, plataformas longitudinais, sem falar na falta de segurança e na sujeira.

As obras contratuais foram concluídas no final do ano passado. Entre elas destacam-se a inversão das baias na plataforma do setor desembarque, a construção de plataformas e rampas em concreto, remanejamento, construção e padronização de bilheterias, reformulação da saída do Terminal para a rua Comandante Garcia Pires, reforço de pilares, execução de redes de água e esgoto e construção do conjunto sanitários-banhos. A transformação do Terminal, no entanto, não se resumiu às obras de contrato. Foram realizadas três vezes mais obras não contratuais do que as previstas. As principais foram a reforma do telhado, recuperação de calçadas externas, recuperação dos pavimentos asfálticos em diversos pontos do Terminal, pavimentação do pátio de manobras com placas de concreto armado, reforma de passarelas, reforma do sistema elétrico, colocação de piso em granito e implantação de novo sistema de iluminação no setor desembarque, tratamento paisagístico, pintura, sistema de som etc.

Agilidade na operação e no atendimento

Algumas dessas obras tiveram importância fundamental para a mudança de imagem da Rodoviária junto à população. Uma das mais importantes foi a reformulação das antigas plataformas longitudinais, que agora são no formato "espinha de peixe". De acordo com Roberto Faria, as empresas ganharam mais agilidade para a operação e os usuários passaram a contar com uma área de espera maior para o embarque. "O novo acesso dos ônibus pelas ruas Cordeiro da Graça e Via Docas também foi decisivo para a melhora nas operações das empresas e para os passageiros, pois eliminou o problema da retenção de tráfego no início da Avenida Rodrigues Alves", explica o diretor. A informatização das 40 empresas de ônibus que operam no Terminal foi outro importante ponto que agilizou o atendimento aos usuários. O estacionamento, além de obras de reforma, inovou com o sistema automatizado, fazendo os demais parecerem antigos. "Foi o primeiro estacionamento com automação no Rio de Janeiro", lembra Faria.

Os roubos e assaltos que aconteciam dentro do Terminal também são coisas do passado. A melhora na segurança, sentida tanto pelos usuários, como pelas empresas e lojistas que trabalham dentro do Terminal, é creditada ao Centro de Controle Operacional construído pelo Consórcio Novo Rio. O diretor da Socicam explica que o centro opera com 18 câmeras de vídeo móveis posicionadas em locais estratégicos da Rodoviária e monitores de gravação 24 horas por dia, cobrindo toda a área interna e chegando inclusive à área externa. Há ainda empresas de segurança privada trabalhando em conjunto com a Polícia Militar, que mantêm um Posto de Policiamento Comunitário no Termina. Movimentos estranhos, presença de ambulantes, o atendimento nas bilheterias e até mesmo funcionários que não estejam adequadamente uniformizados são situações facilmente identificadas pelos técnicos do Centro de Controle. "Se perceberem a necessidade de uma ação policial ou dos seguranças, informamos imediatamente através de rádios ou telefones", afirma um dos profissionais do Centro. A limpeza e a aparência da Rodoviária também merecem destaque entre as obras de melhoria do local. Além da pintura e da troca da fachada principal, o piso foi completamente reformado. Foram adquiridas lavadoras e varredeiras automáticas, encera-deiras de alta rotação e os profissionais responsáveis pela limpeza participam constantemente de treinamentos. Os clientes ganharam ainda um posto médico, para atendimento de emergência, e atividades artísticas e culturais, como shows, exposições etc.

Viagens acolhedoras envolvem ônibus e Terminal

Para Roberto Faria, todo esse investimento visa a tornar a Rodoviária Novo Rio um ambiente agradável para os 28 mil passageiros que embarcam diariamente no Terminal, para aqueles que desembarcam, para os parentes e amigos que se dirigem à Rodoviária com o objetivo de se despedir de quem vai, ou receber quem chega, e para as cerca de 6 mil pessoas que apenas o utilizam como via de acesso às ruas e avenidas que o circundam. "Existem duas viagens – dentro e fora do ônibus. E o Terminal, naturalmente, está inserido nessas duas viagens. A partir do momento que a pessoa sai de casa e pega um ônibus urbano em direção à Rodoviária, sua viagem já começou. Desse ônibus, a pessoa espera conforto e segurança. Quando chega ao Terminal rodoviário, ela também quer encontrar conforto, comodidade e segurança. Ela quer isso para sua viagem como um todo, desde o momento em que deixa sua casa até o momento em que chega ao seu destino. Por isso, precisamos oferecer ao nosso cliente um lugar acolhedor, recebendo-o bem", explica Faria.

Segundo o consultor Luiz Carlos Jardim, que atua no Programa Transporte Acolhedor, da Fetranspor e empresas de ônibus do Rio de Janeiro, tudo o que vem sendo realizado para melhorar os serviços na Novo Rio está somando ao que as empresas estão fazendo. Jardim explica que é fundamental essa visão macro da viagem, que envolve ônibus urbano, terminal e ônibus interurbano ou interestadual. "Tanto as empresas como a administração da Rodoviária, devem realmente unir forças para tornar as viagens cada vez mais acolhedoras", afirma.

   
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