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Marlon e Alana exibem os prêmios
conquistados.
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No Estado do Rio de Janeiro, de acordo com pesquisa realizada
a pedido da Fetranspor, cerca de 40% dos passageiros transportados
pelas empresas de ônibus viajam de graça. São
estudantes, idosos, deficientes físicos, rodoviários,
policiais e por aí vai. A maioria da população,
no entanto, não conhece os fatores envolvidos na questão
da gratuidade. Nem mesmo os beneficiados com ela sabem, por exemplo,
quem paga por esse benefício. Com o objetivo de levar esse
assunto ao conhecimento da sociedade, o Setrerj (Sindicato das
Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de
Janeiro) realizou um concurso de redação entre estudantes
da 1ª a 8ª série do Ensino Fundamental cujo tema
foi justamente “Quem Paga pela Gratuidade nos Ônibus?”. “Decidimos
promover o concurso quando percebemos que a população
não sabe quem de fato paga pela gratuidade. A maioria acha
que é o governo. Isso foi observado através do Disque-Ônibus,
serviço de atendimento ao cliente do Setrerj (Sindicato
das Empresas de Transportes Rodoviá-rios do Estado do Rio
de Janeiro), e também através das pesquisas de opinião
realizadas pelo Ibope, a pedido da Fetranspor”, afirmou a
assessora de Comunicação Social do Setrerj e coordenadora
do concurso, Andréa Cardoso.
O concurso foi dividido em duas categorias. Uma para alunos do
primeiro segmento, de 1ª à 4ª série, e
a outra para alunos do segundo segmento, que vai da 5ª à 8ª série.
Participaram do concurso 338 estudantes das escolas de Niterói,
São Gonçalo e Maricá. Entre as redações
inscritas, o Setrerj classificou três na categoria do primeiro
segmento e nove do segundo. Essas doze redações foram
avaliadas por uma comissão julgadora composta por profissionais
que trabalham no segmento de transporte de passageiros e conhecem
bem o assunto gratuidade. São eles: o escritor, poeta e
superintendente da Fetranspor, Luiz Carlos de Urquiza Nóbrega,
o professor, pedagogo e assessor de Recursos Humanos do Rio Ônibus,
Vicente Gomes Ferreira, a jornalista, escritora e chefe do departamento
de Comunicação Social da Fetranspor, Tânia
Mara Gouveia Leite, o jornalista e gerente de Comunicação
So-cial da NTU, Mario Vinícius Costa da Silva, e a relações
públicas e consultora de Comunicação So-cial,
Roselene Alves Pereira.
Vencedores ganharam computador
Os vencedores foram Alana da Barra de Oliveira, da 3ª série,
do Colégio Odete São Paio, e Marlon Gobbi Leite,
da 7ª série, do Externato Santo Antônio, ambos
de São Gonçalo, município com maior número
de participações. Em abril, o superintendente do
Setrerj, Mário Mesquita, e Andréa Cardoso foram pessoalmente
entregar o prêmio dos vencedores em suas escolas. Cada um
ganhou um computador. Também foi oferecida uma menção
honrosa para o Colégio Municipal Castelo Branco, de São
Gonçalo, que participou com 212 redações.
Tanto Alana, de 12 anos, quanto Marlon, de 13, são alunos
considerados exemplares. Segundo Andréa Cardoso, que conversou
com os dois, ambos adoram ler e escrever e pesquisaram bastante
para fazer suas redações. Alana, que pretende se
formar em jornalismo, disse que seus pais sempre conversam com
ela sobre essas questões sociais e, por isso, já sabia
que quem arca com a gratuidade são os passageiros pagantes.
Sobre o resultado do concurso, disse que ficou ansiosa, mas quando
soube não se conteve de alegria. Marlon costuma participar
de todos os concursos de poesia que sua escola realiza e seus textos
sempre são selecionados entre os melhores. Atualmente, faz
curso de inglês e de pintura e sonha em ser diplomata.
Em seus textos, os alunos defenderam a manutenção
da gratuidade e sugeriram a criação de uma espécie
de vale-estudante pelas Prefeituras. A maior parte, no entanto,
reconheceu que muitas pessoas que usam uniformes escolares se utilizam
de carteiras falsas e que muitos estudantes se aproveitam da gratui-dade
para passear no shopping, na praia, ou mesmo para matar aula, quando
seu objetivo seria apenas o trajeto de casa para a escola e vice-versa.
Na opinião da assessora de comunicação do
Setrerj, o concurso serviu para constatar a falta de informação
sobre esse assunto. “O concurso teve uma boa participação
de alunos. Observamos, porém, que a maioria sequer tentou
responder à pergunta (90%). Entre os que responderam, menos
de 10% sabem quem de fato paga pela gratuidade nos ônibus”,
disse. Com base nesse resultado, o Setrerj adotará duas
importantes medidas: O lançamento de um guia sobre a gratuidade
nos ônibus, que será distribuído para autoridades,
imprensa, associações de moradores, estudantes e
outros, e a realização de palestras esclarecendo
tudo sobre o tema, nas escolas. “Já enviamos carta
de agradecimento pela participação a todas as escolas
e nos colocamos à disposição para realizar
as palestras”, antecipa Andréa. O concurso, garante,
vai acontecer de novo no final de 2003.
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