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Walace (à direita)
e Michel: paixão por ônibus.
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A maquete feita por Walace reproduz
a garagem da Dedo de Deus.
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Walace Aguiar e Michel Couto da Silva têm algo em comum.
Trabalham na mesma empresa de ônibus, a teresopolitana Dedo
de Deus. O primeiro, com apenas 15 anos, é aprendiz de mecânico.
O segundo, 23, é cobrador. Ambos são talentosos.
O primeiro, faz primorosas maquetes, sem jamais ter tido quem lhe
ensinasse a fazê-las. O segundo, faz desenhos minuciosos.
O que mais os identifica, porém, é o amor ao veículo ônibus.
Michel quis trabalhar numa transportadora porque, desde muito pequeno,
já se interessava por ônibus e gostava de de-senhá-los.
Nem sempre isso era fácil, no entanto. Nas empresas em que
procurava vê-los de perto e fotografá-los, às
vezes sua intenção era vista com desconfiança.
Walace confessa que chegou a pensar que era "diferente" pois,
numa excursão para a Terra Encantada, por exemplo, enquanto
todos os outros meninos se divertiam nos diversos brinquedos, ele
preferia ficar admirando e desenhando ônibus.
Foi quando conheceu Michel que encontrou nele o companheiro para
trocar informações, compartilhar fotos, desenhos,
e mostrar suas maquetes. E foi Michel, que já trabalhava
na Dedo de Deus, que convenceu Walace a levar a maquete da transportadora,
a cuja montagem se dedicava, para que o empresário Jaques
Orriques a visse. Hesitante a princípio, Walace acabou por
concordar. O amigo acompanhou-o e, quando não lhes foi permitido
o acesso ao empresário, sentaram-se diante de uma das câmeras
de segurança da empresa.
A presença dos dois chamou a atenção de Jaques, que mandou
perguntar-lhes o que queriam. Diante da resposta, não só os recebeu,
como ofereceu a Walace a vaga de aprendiz, onde já está há um
ano. Ambos adoram o que fazem. Michel diz que almeja, no futuro, se aprimorar
e ser reconhecido. Walace, que estuda de manhã e exerce suas funções
de aprendiz á tarde, e ainda encontra tempo para um curso de informática,
gostaria de um pouco mais de tempo para se dedicar às suas maquetes.
Além de todas essas coisas em comum, eles acalentam um sonho, que acende
faíscas no olhar de ambos, apenas ao falar no assunto: querem conhecer
uma encarroçadora. Ver de perto o trabalho que é feito, em suas
diversas fases, até o resultado final seria, para esses dedicados e talentosos
busólogos, uma grande realização. Quem sabe não recebem
um convite?
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