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Luiz Carlos de Urquiza Nóbrega
Superintendente da Fetranspor, Membro do Conselho Diretor da ANTP
(Associação Nacional de Transportes Públicos)
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Desci
apressado do escritório da Fetranspor para embarcar
em táxi no tradicional ponto da Rua da Assembléia,
10, ao lado do Edifício Cândido Mendes, no Centro do
Rio.
Ao ingressar no veículo, logo me deparei com a limpeza a
bordo e a excelência do ar condicionado. Também me
surpreendeu a música ambiente, pois o rádio se achava
sintonizado na Rádio MEC, que na ocasião transmitia
programa de clássicos. De pronto cumprimentei o motorista,
jovem de aproximadamente 30 anos, bem vestido e que me respondeu
com um cordial sorriso, agradecendo as boas referências.
Logo encetamos conversa, na curta corrida, em torno da música
erudita. O motorista, com enorme facilidade e excelente memória,
deu-me verdadeira aula sobre Vivaldi, Bach, Chopin, Schubert, Tchaikovsky,
-Beethoven, Grieg, Haendel, Verdi e outros. Falamos inclusive do
momento em que Verdi se achava abatido com o insucesso de suas últimas
obras e, relutante, ao fazer ensaio, na Ópera de Paris, de
“Nabuco”, se reanimou ao perceber que os serviçais
que cuidavam da limpeza do teatro acompanhavam a orquestra, especialmente
na parte do Cântico dos Hebreus. Ali mudou para melhor o destino
do grande mestre.
Pena que a corrida não durou mais que dez minutos. Ao desembarcar,
paguei o preço, acrescentei gorjeta e, curioso, perguntei
ao taxista: como você se chama? E a resposta veio rápida
e surpreendente:
“– Wagner!”
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