O Projeto EconomizAR está comemorando
os resultados de sete anos de atividades voltadas para a economia
de combustível e o controle da emissão de poluentes
por veículos automotivos. Criado em convênio pelo Ministério
das Minas e Energia, Petrobras/Conpet e CNT/Idaq, o Projeto conta,
no Estado do Rio de Janeiro, com a participação da Fetranspor,
que coordena e acompanha suas atividades no setor de transporte coletivo,
e de cinco dos sindicatos filiados à Fetranspor – Setranspani
(desde março de 1997), Setransduc (desde maio de 1997), Rio
Ônibus (desde agosto de 1997), Sindpass (desde abril de 2000)
e Setranspetro (desde novembro de 2001).
Em janeiro último, a coordenação do Projeto,
a cargo do engenheiro Armando Hinds, coordenador técnico da
Fetranspor, reuniu os técnicos responsáveis pelo Economizar
em cada sindicato para apresentar um balanço desses sete anos
de existência. Foram aferidos nesse período 82.005 veículos
da frota do Estado, o que resultou numa economia de 141.845 milhões
de litros de diesel e na não emissão de 309.081 mil
toneladas de gás carbônico e de 8.510 mil quilos de particulados.
Segundo Frederico Marinho, gerente de Tecnologia e Marketing da Petrobras
e secretário executivo adjunto do CONPET, após as Fase
1, de implantação do Projeto, em 1987, e 2, quando o
número de unidades móveis dobrou, o Economizar entra
agora, a partir do mês de março, na Fase 3, que prevê
novas ações e maior- capacidade de atender o setor de
transporte urbano rodoviário de cargas e passageiros, em âmbito
nacional. Serão implantados Postos Fixos de Operação
nos principais entroncamentos das rodovias brasileiras, com o objetivo
de fornecer apoio técnico a caminhoneiros autônomos.
Cada Posto Fixo terá os mesmos equipamentos das Unidades Móveis
do Economizar, um técnico treinado para atender os motoristas,
seguindo o mesmo procedimento do Projeto nas garagens das empresas.
O número de Unidades Móveis, que é atualmente
de 45 em todo o país, será ampliado, de modo a garantir
a expansão do Projeto a todos os estados.
A novidade da Fase 3 é a conversão de cerca de 10% da
frota do Projeto Economizar para gás natural veicular, nas
regiões em que este combustível está disponível.
Serão intensificadas ações de comunicação,
relacionamento com as entidades, treinamento de técnicos e
coordenadores, com a promoção de eventos periódicos
de acompanhamento do Projeto. “Nos últimos sete anos
de operação, o Projeto Economizar conquistou resultados
expressivos para as empresas de transporte e para a melhoria da qualidade
do ar em quase todo país. Por ano, cerca de 133.000 veículos
avaliados, pertencentes a 3.200 empresas, totalizam uma redução
de consumo de 280 milhões de litros de óleo diesel.
Com isso, mais de 780 mil toneladas de CO2 e 17 mil toneladas de material
particulado não são emitidos para a atmosfera”,
afirma Marinho.
Ônibus a gás têm incentivo da Petrobras
A Petrobras anunciou, em janeiro, um plano de incentivo ao uso do
gás natural veicular nas frotas de ônibus urbanos das
regiões Sudeste e Sul. Em evento sobre o "Uso do Gás
Natural para o Transporte Coletivo Urbano", realizado em São
Paulo, dia 28 de janeiro, o diretor de Gás e Energia da Petrobrás,
Ildo Sauer, garantiu que o preço do GNV ficará 55% mais
barato que o do diesel por um período de 10 anos. "A tendência
é que em 10 anos essa diferença seja maior que 55%",
explicou o diretor. O secretário municipal de Transportes de
São Paulo, Jilmar Tatto, afirmou que, em junho, 170 novos veículos
a gás entrarão em circulação na cidade.
"A idéia é que em 2020 todos os veículos
sejam a gás", disse. Tatto informou que as empresas estão
conseguindo obter financiamento do BNDES de até 100% do total,
com prazos estendidos para 96 meses.
O Gerente da Regional Sudeste de Distribuição de Gás
Natural da Petrobras, Alexandre Bahia, explicou que o transporte urbano
de passageiros (veículos leves, ônibus e caminhões)
é o setor que mais consome derivados de petróleo, com
46,4% do consumo total. Bahia afirmou que a taxa de crescimento do
diesel tem aumentado e que existe preocupação com a
garantia de produção e exportação, entre
outras coisas. E destacou os benefícios ambientais do gás,
como redução de emissões veiculares e eliminação
da fumaça negra, com a conseqüente melhoria da qualidade
do ar; menor nível de ruído e vibração,
com veí-culos mais silenciosos, e redução de
problemas com saúde da população.
Durante o evento, foram apresentados dados técnicos de veículos
movidos a gás natural veicular, em comparação
com os veículos a diesel. Os números mostram que o gás
perde em autonomia, mas ganha em potência, cilindradas e na
capacidade do tanque. Porém, o veículo a gás,
já encarroçado, custa em média 25% mais caro
do que o veículo a diesel. João Eudes Touma, Gerente
Geral de Distribuição de Gás Natural, também
destacou as vantagens do GNV, como o fato de não possuir enxofre,
e dos avanços tecnológicos, que permitem, por exemplo,
o abastecimento mais rápido: de 3 a 5 minutos. Touma destacou
a perspectiva de menor flutuação de preço devido
à expectativa de produção de gás nacional.
"Não ficaria exposto à variação cambial",
afirmou. Porém, ainda não existem estudos que possam
definir valores tarifários para o novo combustível.
Segundo a Petrobras, um veículo movido a gás faz 1,9
km/m3, contra 2,2 km/l do veículo a diesel. |