Nesta edição da Revista Ônibus,
damos início a uma série que contará a história
da Fetranspor, que, em janeiro de 2005, completará 50 anos
de atividades. Nesta primeira matéria da série, os presidentes
que já passaram pela Federação, os endereços
da entidade e alguns importantes acontecimentos no Brasil e no mundo
naquele ano de 1955 em que foi criada a Fetranspor.
Em 1955, o Brasil era presidido por Café Filho, que assumiu
em agosto de 1954, após a morte de Getúlio Vargas. Nesse
ano, perdemos Carmem Miranda e ganhamos Amyr Klink. Foi também
o ano em que morreu o ator americano James Dean e o médico
britânico Alexander Fleming, descobridor da penicilina, em que
Winston Churchill demitiu-se do cargo de primeiro ministro da Inglaterra
e em que foi impressa a primeira cópia do Livro dos Recordes.
No Brasil, era inaugurada a Usina Hidrelétrica de Paulo Afonso
e teve início a construção da Basílica
Nova em Aparecida (SP).
No campo dos transportes, nascia, no dia 22 de janeiro de 1955, a
Fetranspor, com o nome de Federação das Empresas de
Transportes Rodoviários do Leste-Meridional do Brasil. Cinco
sindicatos foram os responsáveis pela fundação
da Federação, cuja Carta Histórica, reproduzida
no quadro, foi assinada pelo então Ministro de Estado dos Negócios
do Trabalho, Indústria e Comércio, Napoleão Alencastro
Guimarães.
O primeiro endereço, onde a diretoria se instalou nos dois
anos iniciais, foi Avenida Venezuela, 131 – 2º andar. Em
seguida, mudou-se para a Rua Alcindo Guanabara, 25 – salas 1101
e 1102. Neste endereço, funcionava também a CNTT (Confederação
Nacional dos Transportes Terrestres), então presidida pelo
empresário de transporte de carga Fortunato Peres Júnior.
A Fetranspor ainda esteve sediada na Avenida Almirante Barroso, 63
– salas 505 e 506, antes de transferir-se para sua sede própria,
em março de 1985.
Arthur Mattos foi o primeiro presidente da Fetranspor, sendo sucedido,
em 1959, por Mario de Mesquita Cabral, que esteve à frente
da entidade durante 20 anos. Em setembro de 1979, foi eleito o empresário
José Maria Jardim Rocha, que conduziu a Federação
até 1982, quando Narciso Gonçalves dos Santos assumiu,
tendo como diretor-tesoureiro o atual presidente do Conselho de Administração,
José Carlos Reis Lavouras. Narciso deixou o cargo em 1985,
após a compra, em outubro de 1984, da sede própria da
Federação, na Rua da Assembléia 10 – 33º
andar.
Délio Sampaio Filho foi o sucessor de Narciso, que assumiu
a 1ª vice-presidência. Em 1986, Narciso assumiu novamente
a presidência, desta vez como presidente em exercício,
já que Délio Sampaio Filho fora eleito 1ª vice-presidente
da CNTT, presidida por Camilo Cola. O sexto presidente a assumir a
direção da Fetranspor foi José Carlos Reis Lavouras,
eleito em setembro de 1988 e que está há 16 anos liderando
a entidade.
“O Ministro de Estado dos Negócios do Trabalho,
Indústria e Comércio
Faz saber a quantos esta Carta virem que, atendendo ao que requereu
a Federação das Empresas de Transportes Rodoviários
do Leste-Meridional do Brasil, constituída pelos seguintes
sindicatos: Sindicato dos Postos de Serviços do Rio de Janeiro;
Sindicato das Empresas de Garagem do Rio de Janeiro, Sindicato dos
Postos de Serviços do Rio de Janeiro; Sindicato das Empresas
de Transportes do Rio de Janeiro; Sindicato das Empresas de Transportes
de Carga do Rio de Janeiro e o Sindicato dos Carregadores e Transportadores
de Volumes e Bagagens em Geral do Rio de Janeiro.
Resolve aprovar os respectivos estatutos e reconhecer, de acordo
com o regime instituído pela Consolidação das
Leis do Trabalho, a Federação das Empresas de Transportes
Rodoviários do Leste-Meri-dional do Brasil – como Associação
Sindical de Segundo Grau, coordenadora das categorias econômicas
compreendidas no segundo grupo do plano da Confederação
Nacional dos Transportes Terrestres.
E, para firmeza, mandou passar a presente Carta, que vai por ele
assinada.
Rio de Janeiro, 22 de Janeiro de 1955
Ass: Napoleão de Alencastro Guimarães”
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