Vale
transporte: um marco na história da Fetranspor
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Fetranspor
50 anos
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Alberto Moreira: maior responsável pela conquista da
Federação |
Nesses quase 50 anos de atividades, um fato
marcou a história da Fetranspor e foi fundamental para definir
os rumos da Federação nos últimos 17 anos. Em
1987, a Lei 7.619 torna a concessão do vale-transporte obrigatória.
Com isso, as operadoras do transporte público de passageiros
do Rio de Janeiro, incluindo as empresas de ônibus, as antigas
CBTU, de trens, Conerj, das barcas, CTC, empresa de ônibus do
Estado do Rio, e também o Metrô, delegaram a emissão,
comercialização e distribuição do vale-transporte
à Fetranspor, possibilitando a unificação dos
processos que envolvem o vale.
Criado em 16 de dezembro de 1985, pela Lei 7.418, o vale-transporte
inicialmente era facultativo. Ou seja, os empregadores não
eram obrigados a adotar o benefício. Dois anos depois, com
a aprovação da concessão obrigatória,
o trabalhador brasileiro pôde comemorar essa grande conquista
e a Fetranspor passou a gerir o vale dentro do Estado do Rio. Essa
responsabilidade exigiu da Federação investimentos em
tecnologia e pessoal e a criação de um departamento
exclusivo para gerenciar a comercialização, emissão
e distribuição do vale-transporte.
Além dos investimentos iniciais, outros foram feitos, em medidas
para evitar falsificações, como a adoção
do código de barras e o uso de leitor ótico para comprovação
da sua autenticidade. O vale hoje contém aproximadamente 10
itens de segurança, o que torna a falsificação
quase impossível. A ampliação das formas de aquisição
do vale-transporte foi outra evolução. Atualmente, a
compra pode ser feita através das agências do Unibanco
ou pela Internet. Em ambos os casos, o processo é simples.
Basta preencher um formulário com a quantidade de vales desejada
e indicar o valor da tarifa que, no prazo de uma semana, o vale estará
disponível. Há também o vale-rápido, com
tarifas pré-estabelecidas e de aquisição imediata
nas agências do Unibanco. Hoje, cerca de 1,5 milhão de
pessoas no Rio de Janeiro pagam a passagem diariamente com o vale-transporte.
Com a implantação do sistema de bilhetagem eletrônica
no Estado do Rio de Janeiro, o vale-transporte em papel será
substituído pelo vale-transporte eletrônico. A Fetranspor
continuará, por delegação das operadoras, emitindo,
comercializando e distribuindo o vale eletrônico em forma de
cartão, que contém um chip onde ficam armazenados os
créditos. Quando o passageiro passa seu cartão no validador,
equipamento de leitura instalado nos ônibus, tem o valor da
tarifa imediatamente debitado. A Fetranspor espera que, em janeiro
de 2005, ao completar 50 anos, já esteja comercializando o
vale-transporte eletrônico.
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| Departamento de Vale-Transporte |
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