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José Carlos Reis Lavouras
Os tempos mudam celeremente e o ser humano tem de acompanhar essas mudanças, se não quiser ficar para trás. Indivíduos, comunidades, organizações diversas tornam-se mais e mais dinâmicos, adquirindo conhecimentos e tentando digerir a quantidade cada vez maior de informações que as novas tecnologias despejam em nossos computadores em tempo real.
O serviço de transporte, considerado na própria Constituição da República como essencial, não pode deixar de refletir essas mudanças. Apesar de depender, em grande parte, do poder concedente, que dita as normas da atividade – uma vez que define tarifa, tipo de veículos, linhas, freqüência e é responsável por itens como a conservação das vias, o planejamento urbano e a segurança – o empresariado do setor vem se modernizando, agindo de forma a tomar o volante e estipular o rumo de seu negócio.
A pró-atividade do setor empresarial carioca, que apresentou propostas urbanísticas à Prefeitura do Rio visando à melhoria de trânsito e ao aumento da velocidade média dos veículos, mostradas na edição anterior, prossegue com a assunção dos terminais do Município pelo Rio Ônibus, que já entregou 7 à população, após reformas que aumentaram o conforto, a iluminação e a segurança dos mesmos.
A responsabilidade sócio-ambiental do segmento está refletida em matérias como a da doação, pela Fetranspor, de cinco ônibus adaptados – dois para o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro e três para o Tribunal Regional Eleitoral –, possibilitando a operacionalização de projetos que levam a justiça aos cidadãos carentes de áreas mais distantes do Estado. Um mutirão realizado pelos funcionários da Fetranspor resultou no plantio das primeiras 200, de 120 mil mudas que vão ajudar a recuperar área de manguezal no Município de Magé, como parte do Programa Ambiental da Federação, em parceria com a Fundação Onda Azul.
O crescimento do sistema de bilhetagem eletrônica do Estado, os problemas e desafios enfrentados com a adoção do biodiesel e outros assuntos importantes poderão ser lidos nas páginas desta edição da revista Ônibus. E darão ao leitor a noção da importância deste setor, que garante a mobilidade de nossas cidades e permite o funcionamento de todos os demais segmentos econômicos, pois sem ele os trabalhadores não chegariam aos seus locais de trabalho.
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