Notícias

18/03/2016

Agentes de saúde fazem treinamento no TransÔnibus contra o Aedes aegypt

A guerra contra o mosquito Aedes aegypt, transmissor dos vírus da Dengue, Zika e Chicungunya, vem ganhando reforço a cada dia. A Fetranspor Social se uniu à Secretaria de Estado de Saúde com o objetivo de convocar sindicatos e empresas para participarem dessa luta. No dia 17 de março, foi realizado, no TransÔnibus, o primeiro treinamento voltado para colaboradores de empresas de ônibus, que atuarão como multiplicadores dentro das garagens, orientando os demais profissionais no combate ao mosquito. Cerca de 30 pessoas participaram da palestra, ministrada pelos agentes da Divisão de Controle de Vetores, da Secretaria Estadual de Saúde, Marcos Alexandre Corrêa e Edmar Siqueira.

 

Foto: Divulgação Transônibus

Foto: Divulgação Transônibus

 

A diretora de Gestão de Pessoas do TransÔnibus, Rosa Emília da Conceição, abriu o evento alertando sobre a situação urgente vivida pela população fluminense com o aumento dos casos de Dengue, Chicungunya e Zika, esta com o agravante de causar microcefalia em bebês ainda no útero e a Síndrome de Guillain-Barré, doença que atinge o sistema nervoso. A escolha do TransÔnibus para sediar esse primeiro treinamento se deve ao fato de que a região da Baixada Fluminense, de acordo com mapeamento da Secretaria de Saúde, tem sido a mais atingida pelo mosquito. “Não podemos nos eximir dessa responsabilidade, nossa consciência cidadã nos impõe atitudes. Nosso papel aqui é nos tornarmos multiplicadores dessa proposta que é de vida”, defendeu a diretora.

 

Os agentes falaram sobre as características do Aedes aegypt, como se reproduz, tempo médio de vida e como transmite os vírus. Também foi contada um pouco da história do mosquito, que chegou ao Brasil vindo provavelmente nos navios negreiros provenientes da África, e as doenças que causa – além das já citadas, a febre amarela urbana. Dicas para combater a reprodução do mosquito, quebrando seu ciclo evolutivo, segundo os agentes a forma mais eficiente de evitar as doenças, foram passadas aos participantes. “O ciclo de reprodução do Aedes, que vai do ovo até a forma alada, dura em média 7 dias. Por isso, se tirarmos um dia por semana, dedicando 10 minutos para a eliminação dos possíveis focos de deposição dos ovos já conseguiremos evitar que eles se proliferem”, explicaram os agentes.