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18/11/2015

Alerj discute papel do BRT na Região Metropolitana

O Fórum de Desenvolvimento Permanente do Estado do Rio de Janeiro realizou no último dia 17, na Assembleia Legislativa do Rio, o seminário “O Papel do BRT na Região Metropolitana”. O evento reuniu autoridades, representantes do setor de transporte de passageiros, além de membros da sociedade civil. O objetivo do evento foi mostrar como os corredores de BRT podem contribuir para o desenvolvimento dos municípios que compõem a Região Metropolitana do Estado.

 

Foto: Arthur Moura

Foto: Arthur Moura

 

Participaram da mesa de discussão, os secretários de Transporte do estado e do município do Rio, Carlos Roberto Osório e Rafael Picciani; o presidente executivo da Fetranspor, Lélis Teixeira; o gerente operacional do Consórcio BRT, Alexandre Castro; a diretora da WRI Cidades Inteligentes, Daniela Facchini; e o diretor de mobilidade urbana da Firjan, Riley Rodrigues. A condução do debate ficou a cargo do deputado Luiz Paulo Correa da Rocha.

 

Alexandre Castro foi o primeiro a apresentar as características dos corredores já em operação, os investimentos feitos de cerca de R$ 400 milhões, além do modelo de governança no consórcio responsável pela administração dos BRT´s Transcarioca e Transoeste e que já se prepara para também fazer a gestão dos próximos a serem inaugurados, o Transolímpica e o TransBrasil. Castro citou o reconhecimento da gestão dos corredores. “Nesses anos de administração dos corredores, já conquistamos os selos ouro e prata do ITDP pela administração dos sistemas”.

 

Daniela Fachinni apresentou dados de uma pesquisa realizada este ano com os usuários do Transcarioca comparada à outra feita antes da implantação dos sistemas. Em quase todos os itens da pesquisa o usuário se mostra satisfeito com o BRT. O atributo mais valorizado foi ganho de pelo menos 30 minutos em cada deslocamento apontado por 90% dos entrevistados.

 

Foto: Arthur Moura

Foto: Arthur Moura

 

O presidente-executivo da Fetranspor, Lélis Teixeira, mostrou a necessidade de aproximar as pessoas das oportunidades seja de trabalho, moradia, lazer e educação com base nos princípios adotados pelo ITDP. Lélis falou que o Rio de Janeiro chegará em 2020 com aproximadamente 60% da população com acesso ao transporte de massa, “principalmente pelo fato de ter apostado nos sistemas de BRT. São Paulo e Belo Horizonte têm apenas 25% da sua população próxima ao transporte”.

 

Riley Rodrigues se mostrou favorável a implantação dos corredores e disse que para a região da Baixada Fluminense os projetos podem ampliados para atender ainda mais pessoas numa região estratégica para o Estado. O secretário de Estado de Transporte, Carlos Roberto Osório, mostrou o projeto para contemplar o Leste Fluminense. Segundo Osório “é a região que necessita urgentemente de um sistema como o BRT para atender dois milhões de pessoas”. Rafael Picciani disse que os objetivos da cidade quanto aos corredores são concluir as obras da Transolímpica, TransBrasil e o trecho do Lote Zero até o Jardim Oceânico na Barra para integrar com a linha quatro do metrô.