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25/09/2019

Atos de vandalismo prejudicam a operação dos ônibus em Petrópolis

As empresas de ônibus que realizam o transporte público coletivo em Petrópolis continuam sofrendo com as constantes depredações e atos de vandalismo nos coletivos que atendem o município. Bancos rasgados, pichações, excesso de lixo e até urina são os problemas mais comuns encontrados rotineiramente nos veículos. Além de comprometer a operação na cidade, os atos criminosos ainda refletem em impactos no valor final da tarifa de ônibus.

Na madrugada desta terça-feira (24), um ônibus da Cidade Real que fazia a linha corujão, no bairro Bataillard, precisou interromper a circulação, após ser alvo de pedrada. Uma pessoa, ainda não identificada, acertou o vidro da porta do coletivo. O caso aconteceu por volta de 1h da madrugada, quando o veículo passava pela Rua Bataillard. Ninguém ficou ferido.

Circulando com quase 30% da frota renovada, a Turb Petrópolis detectou, nas últimas semanas, os primeiros prejuízos com os novos veículos zero quilômetro, que já foram alvos de ataques de vandalismo.

“Chega a ser até difícil acreditar que os novos ônibus já precisem de troca de bancos, pintura, entre outros reparos. Há poucos dias em circulação, alguns equipamentos foram destruídos e depredados”, lamentou Paulo Calheiros, gerente de manutenção.

A Cidade das Hortênsias também aponta problemas que vão desde papel nas canaletas das janelas até urina espalhada no banco e chão dos coletivos. De acordo com a empresa, nos últimos 50 dias, pelo menos 17 ônibus precisaram ir para a garagem para passar por manutenção por conta de vandalismo.

“Os serviços podem demorar entre quatro horas ou até mais de três dias. Ou seja, um período em que o coletivo fica retido para reparos, prejudicando a população. Geralmente encontramos, além de quebra em equipamentos, muito lixo, inclusive, fralda de bebê”, contou o supervisor de manutenção Adriano Ribas.

As empresas Petro Ita e Cascatinha detalham os constantes vandalismos na frota. Há 15 dias, por exemplo, uma pessoa jogou uma pedra, quebrando o para-brisa de um dos coletivos. Além desse episódio, bancos rasgados e arrancados, pichação entre outras maneiras de depredação também são registradas constantemente. Segundo Sérgio Rocha, diretor e responsável pelo setor de almoxarifado, os gastos são sempre elevados.

“Assento rasgado e pichação chega a ser, infelizmente, algo comum no nosso dia a dia. Por mês, gastamos uma média de 200 metros de tecido para recuperar um banco. Para pintar as áreas pichadas, são gastos mais de 15 litros de tinta”, pontuou.

O Setranspetro esclarece que a conscientização dos passageiros é fundamental para a qualidade dos serviços prestados pelas empresas e para evitar custos excessivos para o sistema, elevando o preço da tarifa. O sindicato ainda lembra que a depredação dos ônibus é crime previsto no artigo 163 do código penal.

“Caso o suspeito seja identificado poderá arcar com as despesas para a manutenção do ônibus. E se for menor de idade, os responsáveis é que devem responder e custear os reparos. Além do prejuízo financeiro, que é absorvido pelas empresas, certamente os mais prejudicados são os clientes, que precisam ficar mais tempo aguardando o ônibus passar por reparos”, disse Carla Rivetti, gerente do Sindicato.

O Setranspetro destaca ainda que as empresas vão ampliar a observação das câmeras de circuito interno para tentar identificar possíveis pessoas que estão praticando este tipo de ação. Os passageiros também podem contribuir, informando ao Disque Denúncia da Polícia Militar, pelo número (24) 2242-8005 ou pelo WhatsApp (24) 99324-5499.

Fotos: Divulgação / Setranspetro