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06/07/2020

CNT divulga terceira rodada da Pesquisa de Impacto no Transporte Covid-19

A terceira rodada da Pesquisa de Impacto no Transporte Covid-19, promovida pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), entre os dias 5 e 10 de junho, ouviu 619 empresas de cargas e de passageiros de todos os modais de transporte. O cenário revelado após três meses de pandemia é de baixa demanda, elevado número de funcionários demitidos (ou colocados em uma das alternativas previstas pela MP nº 936), dificuldade de acesso ao crédito e pessimismo em relação à retomada efetiva das atividades.

Em maio, terceiro mês da pandemia no Brasil, 80,6% das empresas de transporte continuavam enfrentando queda de demanda. Para 64,6%, maio foi um mês pior do que abril em termos de faturamento, sendo que 32,3% tiveram de lidar com uma queda superior a 60% de suas receitas.

A expectativa do setor para junho aponta que 75,3% das transportadoras esperam uma nova queda do faturamento, sendo que 34,6% projetam redução maior do que 60%. Para os próximos meses, 74,8% avaliam que a atual crise trará impactos negativos para a empresa por quatro ou mais meses, sendo que para 23,7%, esses efeitos deverão perdurar por pelo menos um ano. Esses resultados pioraram em relação à apuração de abril, mostrando que a extensão da crise provocada pela pandemia tende a ser ainda maior do que inicialmente avaliado.

Outros dados da Pesquisa:

· 63,8% dos transportadores informaram que estão com sua capacidade de pagamento comprometida, sendo que para 34,1% a capacidade está muito comprometida.

· 27,0% conseguiriam manter suas atividades com recursos próprios por, no máximo, mais um mês, sendo que 18,3% já tiveram de recorrer a financiamentos para manter a empresa operando.

· Entre as empresas que buscaram crédito, 44,8%3 relataram que a solicitação para financiar capital de giro foi negada por instituição financeira.

· 45,6% já adotaram a suspensão temporária do contrato de trabalho, enquanto 42,2%5 já aplicaram redução proporcional de carga horária e salários.

· Complementarmente à flexibilização prevista na MP 936, 38,1% precisaram efetuar demissões. Entre os que ainda não demitiram, 73,6% permanecem sem perspectiva de novas demissões nos próximos 30 dias.

· Para 49,1%, a principal medida a ser adotada pelo poder público é a isenção de tributos federais durante a pandemia. 47,8% destacaram a disponibilização de crédito com carência estendida e taxas de juros reduzidas, adequando-se as condições do financiamento à realidade das empresas.