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24/06/2015

Congresso ANTP: O fretamento aliado ao transporte público

Importante segmento da mobilidade urbana, o transporte por fretamento ainda encontra muita resistência por parte das autoridades que, em sua maioria, enxerga nessa atividade um inimigo do transporte público. De fato, deveria ser visto como uma alternativa significativa para melhoria da mobilidade já que essa modalidade traz impactos positivos como, por exemplo, a redução do volume de carros particulares das ruas.

 

Entretanto, a falta de conhecimento do sistema de fretamento faz com que as empresas e entidades ligadas ao ramo tenham cada vez mais desafios para se estabelecer nas grandes cidades. Em São Paulo, por exemplo, apesar de alguns avanços, ainda existe um longo caminho a ser percorrido para que alcance as melhores condições de operação. “O fretamento é vitima de preconceito. Ele ocupa menos espaço viário e polui menos. É a forma mais eficaz para reduzir o uso do automóvel”, afirma Eduardo Vasconcellos, consultor técnico da ANTP.

 

Foto: Renato Siqueira

Foto: Renato Siqueira

 

Já Regina Rocha, diretora-executiva da Fresp – Federação das Empresas de Transporte por Fretamento de São Paulo, explica que o fretamento se difere do transporte público logo que as empresas associadas “não param nos pontos dos ônibus urbanos, não transportam passageiros em pé e a cobrança e feita por contrato, sem tarifas”.

 

A diretora de Planejamento da Toledo e Associados, Maria Aparecida Toledo, falou que para inserção do transporte por fretamento na matriz da mobilidade faz necessário levar em consideração o perfil do usuário deste serviço. Dessa forma, será possível atraí-lo a deixar o carro em casa e passar a usar o serviço fretado. “É preciso inserir esse novo personagem. Um cliente exigente e que tem experiências de transporte em cidades internacionais”.