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23/06/2015

Congresso ANTP: O ônibus como agente de redução das emissões de poluentes

De que forma o ônibus pode contribuir para o meio ambiente? Como fazer para reduzir as emissões de poluentes? Esses foram alguns questionamentos do painel “Ônibus do Futuro e o Meio Ambiente” do 20º Congresso Brasileiro de Transporte e Transito e também a 9ª edição da Intrans – Exposição Internacional de Transporte. O Brasil possui uma das maiores frotas de ônibus urbanos do mundo e, para atender as demandas ambientais, faz-se necessário a revisão e substituição dos veículos por outros equipados com tecnologias sustentáveis.

 

Participaram do painel Eduardo Vasconcelos, assessor técnico da ANTP; Ayrton Amara, diretor de Mobilidade Urbana da Volvo Bus Latin America, e Olímpio Álvares, diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Sobratt. Vasconcelos abriu a discussão dizendo que o transporte por ônibus evoluiu nos últimos anos porém no contexto ambiental “o sistema de transporte pode melhorar bastante”.

 

Foto: Renato Siqueira

Foto: Renato Siqueira

 

Ayrton Amaral contou que o modelo de mobilidade sustentável passará a ser utilizado a partir do momento em que este for comercialmente viável. Dessa forma, exemplificou com as cidades que já adotaram ônibus híbridos em sua frota. “Temos mais de dois mil ônibus híbridos em circulação sendo 600 em Londres, 300 em Bogotá e 30 em Curitiba”.

 

Amaral falou ainda sobre o lançamento do ônibus 100% elétrico que ocorre este mês na cidade de Gotemburgo, na Suécia, e os benefícios que a adoção dessas tecnologias gera para o meio ambiente. No caso dos veículos híbridos em comparação aos ônibus a diesel, eles reduzem em 35% o consumo de diesel e emitem igual percentual as emissões de CO2. “Cada ônibus híbrido em circulação equivale a mil árvores maduras capturando CO2”, explicou.

 

Menos emissões até 2020

 

Na sequência, Olímpio Alvares mostrou os resultados de um comparativo entre as emissões da frota de ônibus a diesel e o percentual caso as tecnologias sustentáveis já estivessem adotadas nos ônibus em circulação no Brasil. “A redução na emissão de material particulado é da ordem de 90% enquanto a de CO2 fica em 25%”.

 

Para a substituição de toda a frota, Olímpio disse que seriam necessários R$ 22,7 bilhões na aquisição de 108 mil novos veículos. O diretor também apresentou normas em vigor para que o país cumpra algumas metas ambientais como a lei federal 12187 que prevê a redução de 36% até 2020 em relação às emissões globais medidas em 2005.