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10/09/2015

Debates sobre mobilidade urbana sustentável marcam a comemoração dos 10 anos da Embarq Brasil

Nos dias 10 e 11 de setembro, a Embarq Brasil comemora seus 10 anos reunindo especialistas brasileiros e estrangeiros no Congresso Internacional Cidades & Transportes, uma realização da WRI Brasil, na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, para debater sobre transporte e mobilidade urbana sustentável, planejamento estratégico, desenvolvimento urbano, mudanças climáticas, tecnologias, filantropia e o papel da imprensa na construção das cidade como um todo.

 

Participaram da abertura oficial, o prefeito de Belo Horizonte e presidente da Frente Nacional de Prefeitos, Márcio Lacerda; o presidente do WRI, Andrew Steer; a diretora do WRI Brasil,Rachel Biderman; o diretor do WRI Brasil Cidades Sustentáveis, Luis Antonio Lindau; Antonio Juan Sosa, vice presidente de Infraestrutura do CAF; Vicente Loureiro, diretor executivo da Câmara Metropolitana de Integração Governamental do Rio de Janeiro; e o arquiteto Jaime Lerner.

 

Foto: Divulgação Embarq

Foto: Divulgação Embarq

 

Para Lerner, este é o milésimo evento dentro da sua agenda e percebe que as discussões em torno de mobilidade sutentável têm sido cada vez mais objetivas, mas ainda há algumas preocupações, como a continuidade dos investimentos no automóvel. “O carro ocupa 50 m2, metade destes na residência e a outra parte no trabalho. Isso é um espaço de um apartamento. Não é ser contra o automóvel, é a maneira de utilizá-lo que deve ser diferente. E ninguém vai mudar seu comportamento se não houver uma alternativa melhor”. E concluiu otimista: “A fase dos planos acabou e começou o processo de planejamento. Fico feliz em ver muitas cidades no caminho certo e sei que muitos outros resultados surgirão nas próximas reuniões”.

 

Estímulos à mudança de comportamento

 

A palestra de abertura sobre o poder das cidades contou com a participação do ex-prefeito de Londres Ken Livingstone, e o cônsul geral britânico no Rio de Janeiro, Jonathan Dunn. O cônsul disse que a inovação e abertura são dois conceitos a serem seguidos por todas as cidades. “Sem inovação seria impossível combater as mudanças climáticas, e a abertura é extremamente importante porque nos unimos para captar recursos e capital. E estes eventos são fundamentais nessa parte”.

 

Foto: Divulgação Embarq

Foto: Divulgação Embarq

 

Ken Livingstone falou sobre a sua experiência com o transporte de Londres desde a Segunda Guerra Mundial. No início do século XX, poucos tinham carro e as pessoas utilizavam bicicletas e o sistema do metrô, ainda no princípio do seu desenvolvimento. Ao longo das últimas décadas, este modal evoluiu no local, porém o espaço para os carros tornou-se cada vez mais prioritário. Quando assumiu a prefeitura, seu trabalho foi na contramão desta proposta, impedindo a construção de mais três anéis viários para interligar rodovias e tomando outras decisões. “As ruas estavam congestionadas e e uma atitude rápida era necessária. Melhorar a prestação de serviços por ônibus, por exemplo, foi uma das medidas primordias para torná-lo mais atraente. Além disso introduzimos a cobrança de taxas de congestionamentos. Foram 98% das manchetes dizendo que não daria certo, e deu”, afirmou Livingstone referindo-se à taxa que os veículos pagam para entrar no Centro de Londres, uma das ações capazes de estimular a população a buscar alternativas.