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21/08/2020

Empresas de ônibus de Petrópolis lançam novo Simulador de Tarifa

O Setranspetro e as empresas de ônibus de Petrópolis divulgaram seu novo Simulador de Tarifas. O programa, lançado no ano passado, ganhou versão atualizada, considerando o valor da passagem em vigor este ano. A ferramenta permite aos clientes calcular a tarifa utilizando os dados oficiais disponibilizados para consulta pública e que mais impactam no seu preço final. A utilização do Simulador constata, de forma transparente, que a tarifa de ônibus no município poderia ser 61,1% mais barata, passando de R$ 4,40 para apenas R$ 1,71, a partir da implantação de políticas públicas.

“O Simulador de Tarifas tem como finalidade destacar para a população que o transporte coletivo é um serviço essencial e um direito de todos. Inclusive, assim que é tratado pela Constituição Nacional. E por ter esta característica social, não pode ser visto como um problema exclusivo do empresário, uma vez que, se houver novas formas de financiamento público, pode-se chegar a um valor tarifário muito mais justo e acessível para todos”, explicou Carla Rivetti, gerente do Setranspetro.

O site do Simulador de Tarifas pode ser acessado por computador, smartphone ou tablete e o processo de simulação dura, em média, cinco minutos. Alternativas de múltipla escolha permitem ao cidadão saber quanto poderia economizar individualmente, por mês e por ano, caso as medidas sugeridas no simulador fossem adotadas e a tarifa pudesse ter seu valor final alterado. Os cálculos são realizados com base na tarifa atual, de R$ 4,40. Porém, é importante ressaltar que, desde o início do ano, o custo já estava totalmente defasado, em razão da queda da demanda de passageiros, que se agravou, principalmente, no início da pandemia do Coronavírus, não cobrindo os gastos do Sistema de Transporte.

De acordo com a simulação, caso houvesse isenção tributária municipal, o valor da tarifa poderia ser R$ 0,10 mais barato. Além disso, segundo o orçamento anual de Petrópolis neste ano, se 10% da receita do IPVA e 5% da arrecadação com o IPTU fossem destinados para subsidiar uma parte da tarifa do transporte público, a passagem poderia ser até R$ 0,25 menor. Outro importante fator de economia apontado pelo Simulador seria os passageiros que utilizam a integração pagarem uma pequena parcela no valor da tarifa integrada. Isso porque, de acordo com o Sistema de Bilhetagem Eletrônica, e com os dados oficiais, apenas 11% dos passageiros se beneficiam do Sistema de Integração, enquanto outros 89% dos passageiros sequer o utilizam.

Com relação à Mobilidade Urbana, projetos de engenharia de transporte estão sendo discutidos para a priorização do transporte coletivo, inclusive, com a criação de corredores exclusivos, que resultariam em viagens mais rápidas e eficientes. Com a implantação da troncalização do Alto da Serra, Manoel Torres e Araras, por exemplo, o custo na passagem poderia ser R$ 0,10 menor. Outra proposta seria o fim da função de cobrador, que resultaria numa tarifa de até R$ 0,66 mais barata em Petrópolis. Para isso, seria fundamental a adoção do Programa de Qualificação dos profissionais do setor e a realização de pagamento de tarifa por meio de cartão eletrônico, que chega a mais de 70% das transações.

Por fim, caso o governo investisse recursos para arcar com as passagens dos estudantes das redes municipal, estadual e particular de ensino, como forma de subsídio público, a tarifa de ônibus poderia ser R$ 0,70 mais barata. Atualmente, a gratuidade para esses alunos corresponde a 590 mil passagens por mês. Já a gratuidade para pessoas portadoras de deficiências e doenças crônicas, que não podem interromper tratamento sob risco de morte, corresponde a 206 mil passagens mensalmente, elevando a tarifa em R$ 0,28.

“Queremos que as pessoas experimentem o simulador e entendam quais são os nossos maiores desafios, participando assim, de uma discussão pública que estimule iniciativas de todas as esferas para o setor. O interesse dos empresários de ônibus é que a tarifa seja barata e as pessoas utilizem mais o transporte coletivo”, concluiu Carla Rivetti.