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24/07/2015

Estação de Olaria do BRT Rio é restaurada depois de ataque de pichadores

Localizada perto de um dos mais tradicionais blocos de Carnaval do Rio, o Cacique de Ramos, a estação de Olaria – Cacique de Ramos, do Transcarioca, foi totalmente pichada nos dias 21 e 22 de julho. Vidros, bilheteria, os telões onde aparecerem os horários dos ônibus, catracas, paredes e caixas de som foram vandalizados. Entre xingamentos e siglas de facção de criminosa, o grupo, que tem atuado na região, deixou ainda recados: “Pode limpar. Eu pixo (sic)” ou “Pode tirar foto, c.”. Na madrugada de quarta-feira, dia 22/06, um homem encapuzado quebrou as câmeras do local. A ocorrência foi registrada na 22 DP e as imagens entregues à polícia.

 

Foto: Divulgação BRT

Foto: Divulgação BRT

 

O trabalho de reparo se iniciou na própria quarta-feira com uma equipe de sete pessoas. Levantamento inicial mostra que para limpar a sujeira e substituir os adesivos foram gastos pelo menos R$ 11,7 mil, dinheiro que poderia ser usado em outros investimentos no sistema. Quem perde com os atos de vandalismo é o passageiro e os moradores e comerciantes de Olaria. Cerca de 3,2 mil usuários do BRT Rio passam diariamente pela estação. Além de atender aos moradores, ela funciona como porta de entrada do bairro, pois também é utilizada por cariocas e turistas atraídos pelo Cacique, bloco tradicional, conhecido nacionalmente, cujo nome batiza a estação.

 

De acordo com o artigo 65, da Lei 9605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), pichar edificação ou monumento urbano pode render, além de multa, de três meses a um ano de prisão. No caso de infrator menor de idade, a punição é o cumprimento de medida socioeducativa.

 

Foto: Divulgação BRT

Foto: Divulgação BRT

 

No link abaixo estão fotos da estação antes da restauração e vídeos mostrando o ataque de um vândalo na madrugada do dia 22. Ele quebra três câmeras da estação para poder agir. No link também é possível baixar dois videos em time-lapse que mostram o trabalho de substituição de adesivos nas laterais da estação.

 

R$ 150 mil por mês

 

Em média, o Consórcio BRT gasta, mensalmente, R$ 150 mil para fazer reparos provocados por vandalismo nas estações. Os problemas mais comuns são portas, lixeiras, banco de esperas e vidros quebrados; pichações; peças roubadas; máquinas de recargas vandalizadas; componentes elétricos e mecânicos danificados. Nem mesmo os telões são poupados pelos criminosos. As máquinas de refrigerantes também são alvo de depredação, e as placas de sinalização não raro são roubadas.

 

Há casos, no entanto, que o valor para recuperar uma estação é o dobro do gasto mensal. Foi o que aconteceu com a Cesarão II, que foi incendiada, em 2014. Devido a ação de criminosos, que deixaram o local totalmente destruído, o Consórcio gastou R$ 350 mil para fazer os reparos. Na Cesarão I, a situação não é diferente. A estação já foi parcialmente ‘remontada’ quatro vezes. Em cada uma delas, o BRT investiu R$ 70 mil. A estação Vila Paciência foi reformada pela Prefeitura. Depois de ser reconstruída, os equipamentos foram furtados por mais de uma ocasião, inviabilizando sua abertura.