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22/09/2015

Fetranspor patrocina a 5ª edição do BiciRio

A utilização das bicicletas como principal meio de deslocamento tem crescido ano após ano no Rio de Janeiro. Com esse movimento, se intensificam as ações para tornar o uso das “magrelas” mais seguro de modo que possa atrair novos adeptos do transporte não motorizado, que contribui para o meio ambiente e ainda e capaz de promover saúde e bem estar para aquele que pedala de forma constante.

 

Muitas das soluções foram discutidas durante a 5ª edição do BiciRio – Fórum Internacional da Mobilidade por Bicicletas, realizado no dia 21 de setembro, no hotel Mariott, em Copacabana, Zona Sul do Rio, com patrocínio da Fetranspor. O evento reuniu autoridades e especialistas que debateram as melhores práticas no uso das bicicletas nos deslocamentos diários, compartilharam experiências, discutiram medidas para serem implantadas e o que vem sendo feito na Cidade Maravilhosa para aprimorar a infraestrutura cicloviária e promover a melhor relação e maior integração entre as bicicletas e os outros modais de transporte.

 

Foto: Jorge dos Santos

Foto: Jorge dos Santos

 

O subsecretário de Meio Ambiente do Rio de Janeiro, Altamirando Moraes, apresentou os projetos de aumento da malha cicloviária na capital, que inclui a construção de 22 quilômetros de ciclovias ligando a comunidade da Maré até o Fundão. “O entendimento com os moradores do local foi fundamental para implantação desse projeto”. O evento cotou também com as participações do secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osório; do vice-prefeito, Carlos Alberto Muniz; além do Cônsul da Holanda, Arjen Uijterlinde.

 

Rio será sede de conferência mundial

 

O pesquisador André Schetino apresentou o histórico da utilização das bicicletas no Rio de Janeiro. Já José Lobo, presidente da ONG Transporte Ativo, destacou a evolução no uso de bicicletas como modal de transporte e não apenas como instrumento de lazer, além dos investimentos que vem sendo realizados na cidade, e também a mobilização dos ciclistas na promoção do modal no Rio com a realização de passeios por diversas regiões da capital.

 

Marcio Deslandes, gerente da Federação Europeia de Ciclismo e da Conferência Velocity, estava orgulhoso e anunciou que a cidade vai ser a sede da maior conferência de ciclismo do mundo. “Estou aqui para assinar um convênio com a prefeitura para realização da Velocity no Rio em 2018”.

 

A participação de organizações não governamentais e da sociedade civil também marcou o Seminário BiciRio com a série de sugestões para o aprimoramento no uso da bicicleta. Representantes do ITDP e da Ong Bike Anjo propuseram, entre outras, a ampliação do número de bicicletários, a remodelação da infraestrutura e a redução da velocidade dos veículos motorizados com vistas à diminuição de acidentes.

 

Segurança incentiva novos hábitos na Holanda e Argentina

 

Por fim, as experiências holandesas e argentina foram apresentadas. Em Amsterdã, a decisão de investir em bicicletas foi tomada como forma de atender as demandas da população que via no crescimento do modal a melhor maneira para diminuir os acidentes ocorridos em meados da década de 70.

 

A gerente de projetos do Departamento de Transportes de Buenos Aires, Constanza Movsichoff, também abordou a questão da segurança para a não utilização das “bikes” em ambientes urbanos. “Tínhamos um milhão de bicicletas na capital que não eram usadas em função de a infraestrutura não ser segura”. O quadro na capital argentina, então, foi modificado em 2009 com a implantação das novas ciclovias e bicicletários. “Começamos com 35 quilômetros de vias e queremos fechar 2015 com 185 quilômetros e quatro milhões de viagens realizadas”.