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30/03/2017

Fórum reúne fornecedores e empresários para falar sobre tecnologias para a mobilidade urbana

Foi realizado, no dia 29 de março, pela Universidade Corporativa do Transporte (UCT), no auditório da Fetranspor, o “Fórum Soluções Tecnológicas para a Mobilidade Urbana: aplicações, resultados e tendências”. Representantes da BMG Rodotec, Cittati Tecnologia, Empresa 1, GPS Conecta, M2M Solution, Prodata e RioCard TI ministraram palestras e apresentaram seus produtos e serviços para empresários e diretores de empresas, executivos dos sindicatos das empresas de ônibus, gerentes e especialistas das áreas de Informática, Operação e Manutenção.

 

O diretor Comercial e Operações da Cittati, Paulo Fraga, falou sobre as soluções e tendências tecnológicas para a eficiência dos negócios em mobilidade urbana, destacando questões como: o IoT e plataforma de mobilidade urbana, a importância de existirem estruturas descentralizadas no contexto de cidades inteligentes e de um Centro de Controle Operacional Ativo, a necessidade de conectar diversas fontes/sensores às cidades de forma padronizada e a qualidade dos serviços e ganhos de eficiência através da tecnologia alinhada aos processos de negócios e mudança de comportamento das pessoas.

 

A Prodata apresentou soluções tecnólogicas para os clientes utilizarem serviços durante suas viagens. Leonardo Ceragioli, diretor Comercial da empresa apresentou resultados de pesquisa da Accenture e falou sobre várias ferramentas de integração, frisando que a mídia chega aos ônibus via celular e defendendo um sistema central de monitoramento, alinhado a um sistema central de recargas, com todos os agentes conectados via GPS e 4G. Monitorar os custos da bilhetagem e ofertar aos clientes opções de meios de pagamento pela utilização dos serviços e de autoatendimento foram apontados como forma de baratear os custos. Ceragioli ressaltou que é preciso “atentar para o fato de que o cartão de transporte é a solução ideal para a utilização do transporte público. Já o gerente Comercial da BGM Rodotec, Valter Luiz da Silva, falou sobre as ferramentas e tendências de gestão, apresentando suas funcionalidades para a gestão das empresas de transporte de passageiros, além das tendências que o setor de tecnologia prepara como suporte às novas demandas do segmento. Ele destacou que a preocupação da Rodotec, diferentemente de outras empresas ali presentes, é com a tecnologia que vai facilitar a vida da empresa “da porta para dentro”. Valter mostrou preocupação com a deficiência de gestores bem preparados no setor, em todo o Brasil: “estamos precisando de um choque de gestão”, afirmou.

 

Foto: Arthur Moura

Ronaldo Luzes, gerente da Universidade Corporativa do Transporte da Fetranspor | Foto: Arthur Moura

 

Importância da informação

 

“A evolução do controle logístico com GPS” foi o tema da palestra de Wagner Pontes e Giuliano Forlin, sócios da GPS Conecta. Eles falaram sobre inovações tecnológicas e a melhoria contínua das ferramentas de sistemas, “agilizando e consolidando as melhores práticas de controle, fazendo com que o fluxo de informação melhore tanto em qualidade como em velocidade, estando sempre apoiado por uma mão de obra treinada e preparada”. Os palestrantes também apresentaram o novo produto Rastreador e novas ferramentas de controle de frota.

 

Marco Moniz, COO Executivo chefe de Operações da M2M Solutions, abriu a palestra falando sobre a empresa e mostrando alguns cases de sucesso, como o de Fortaleza, onde 100% da frota já está monitorada pela M2M, numa operação consorciada; os projetos internacionais de Portugal, Guatemala, e o BRT mexicano, além do BRT do Rio de Janeiro. Este case de sucesso foi defendido no evento pelo gerente de Operações e TI do Consórcio BRT, Velton Dias, que mostrou como funciona o Centro de Controle Operacional do BRT e destacou a importância da informação ao usuário e como o sistema de tecnologia implantado permite se antecipar aos possíveis problemas de atraso, comboios, entre outros. Dias também falou do setor de relacionamento com usuários e da interação através das redes sociais e sobre o bem sucedido esquema montado para o transporte durante a Olimpíada e Paraolimpíada do Rio, no ano passado. André Vianna, diretor de TI da M2M encerrou a apresentação da empresa falando sobre alguns dos produtos e ferramentas, como a gestão de viagens, de eventos, de áreas, o Buschat, para troca de informações com os condutores e que é bastante utilizado no BRT e o “Meu ônibus”.

 

Em seguida, Romando Garcia, diretor Comercial da Empresa 1, falou sobre as tendências dos sistemas de bilhetagem e controles antifraude, apresentando cases de sucesso nacionais e internacionais, adotados em 166 cidades do mundo e mais de 23 mil ônibus. Garcia destacou a eficiência operacional, o fim do pagamento em dinheiro e o combate à fraude como os principais desafios a serem enfrentados. Para cada um deles apresentou as possíveis soluções, como o validador multifuncional, os smartcards, pagamento via mobile e EMV, e o sistema de reconhecimento facial antifraude.

 

Foto: Arthur Moura

Carlos Silveira, diretor Executivo de Operações da RioCard TI | Foto: Arthur Moura

 

Interoperabilidade e verticalização

 

A última palestra do dia ficou a cargo do diretor Executivo de Operações da RioCard TI, Carlos Alberto Silveira, que também falou dos desafios tecnológicos para a mobilidade urbana, destacando os benefícios da estratégia de interoperabilidade e verticalização do conhecimento para o sistema de bilhetagem eletrônica. De acordo com Silveira, a interoperabilidade de componentes da bilhetagem permite que mais de um fornecedor de componente do processo possa conviver no mesmo sistema. Esta estratégia leva à ampliação de aplicações dos cartões de transporte, redução do custo total de propriedade, aumento da capilaridade pela comunidade de usuários de cartão. Já a verticalização, explica Silveira, permite explorar inovações tecnológicas e acelerar os benefícios para o sistema, como a biométrica facial. “A área de tecnologia tem que olhar os benefícios para o cliente e os riscos associados à tecnologia em questão. Há uma fronteira de ameaças para a qual devemos estar atentos”, afirmou.

 

O Fórum foi encerrado pelo diretor presidente da RioPar, Aurélio Andrade.