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29/08/2016

Mudanças no transporte do Rio são tema de Seminário da NTU

As mudanças no transporte público do Rio de Janeiro nos últimos anos, fizeram parte dos temas de destaque do “Seminário Nacional NTU 2016 – Transporte público como direito social. E agora?”, nos dias 23 e 24 de agosto, em Brasília.Logo no primeiro dia do evento, o painel “Prioridade ao ônibus urbano: análises e soluções” apresentou experiências bem sucedidas de cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, exemplos do que se pode fazer quando o transporte coletivo é tratado com prioridade na organização dos grandes centros urbanos. Corredores de BRT, faixas exclusivas, planos de mobilidade, desestímulo ao uso do automóvel, entre outras medidas, estiveram na pauta do painel.

 

A diretora de Mobilidade Urbana da Fetranspor, Richele Cabral,abordando o impacto da implantação do BRS na cidade, expôs como o sistema possibilitou e aumento da ocupação dos ônibus, a diminuição do número de coletivos por trecho e a redução do custo da operação. “Melhoramos a velocidade operacional e reduzimos o consumo de diesel”, enfatizou, ressaltando que, nos últimos cinco anos, foram implantados 16 BRSs, abrangendo 58 quilômetros. “Chegamos a um ganho de 17% a 50% no tempo de viagem”, disse.

 

Segundo a diretora, nos últimos anos, o investimento em transporte público mudou a cara da cidade, contribuindo para a revitalização de diversas áreas, como a região portuária, e favorecendo o acesso da população a uma rede de transporte mais ampla. Citou que quando a rede dos quatro BRTs estiver pronta, irá transportar 1,1 milhão de pessoas por dia. “Contando com a rede de BRT, 66% da população já utilizam a rede de transporte de massa no Rio”, concluiu.

 

 

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Foto: Tony Oliveira / Rafael Fernandes

 

 

O secretário adjunto em Transportes da Prefeitura Municipal de São Paulo, José Evaldo Gonçalo, informou que, considerando a capital e a região metropolitana, 47 milhões de viagens são realizadas diariamente, sendo 54% por meio de transportes públicos. Para garantir a organização e efetividade necessárias, Gonçalo citou conjunto de medidas essenciais, como a implementação de um plano diretor, o desestímulo ao uso dos transportes individuais e a restrição a estacionamento nas vias, o que restringe o fluxo do trânsito, prejudicando a população como um todo.

 

Mostrou uma relação de cerca de 40 obras de baixo custo realizadas na cidade, que juntas, tiveram pouca influência no orçamento, mas geraram grande impacto positivo na mobilidade urbana. Por outro lado, a reorganização das linhas de ônibus também gerou melhoria para os cidadãos. Hoje, 20 mil ônibus circulam na grande São Paulo. “Com o ordenamento do trânsito, o transporte mudou nas vias, não só nos corredores exclusivos, mas de forma geral”, afirmou Gonçalo.

 

Nota: a cobertura completa do evento, bem como as apresentações dos palestrantes, você encontra no site da NTU, no link http://www.ntu.org.br/novo/ListaNoticias.aspx?idArea=10&idSegundoNivel=39