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25/05/2018

NTU alerta à necessidade de garantia do abastecimento de diesel para normalizar serviço de ônibus

Apesar do avanço nas negociações com o governo, que resultou no acordo firmado com o governo e garantiu a redução no preço do diesel e maior prazo para os reajustes, o setor de transporte público por ônibus urbano ainda enfrenta dificuldades para normalizar o serviço diante do desabastecimento do óleo diesel.

 

A Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), que participou da reunião de ontem, na Casa Civil, tem a expectativa de que em 48 horas a situação do abastecimento do combustível se normalize, mas entende que será necessário empenho das autoridades nos estados e municípios para priorizar o transporte público e assegurar a prestação desse serviço de natureza essencial à população. Enquanto isso, as empresas estão em contato direto com a NTU, informando os esforços empreendidos para manter os ônibus nas ruas.

 

Assim como os caminhoneiros, o setor de transporte público por ônibus urbano também vem sofrendo com a política de preços da Petrobras e considera um avanço a redução de 10% no preço do diesel na refinaria, que neutraliza os reajustes no preço desse combustível nos últimos 45 dias, bem como a periodicidade maior, de 30 dias, para as correções de preços, que permitem um mínimo de previsibilidade para as empresas operarem.

 

Para a NTU, que tem como bandeira histórica a luta por uma política de preços diferenciados para o setor, essa proposta permanece na pauta. “A NTU continuará trabalhando pela busca de um preço diferenciado do óleo diesel para o transporte público por ônibus, como vem fazendo há mais de 20 anos”, afirma o presidente executivo da Associação, Otávio Cunha e reforça que o transporte público é um direito social assegurado na Constituição, assim como saúde e educação.

 

Segundo Otávio Cunha, o preço do diesel sempre esteve acima do preço da gasolina. “Nosso levantamento recente mostra que de 1999 a 2018 o diesel aumentou 193,07% a mais que a gasolina e 248,8% acima do IPCA (inflação). Isso é incompreensível no país em que a economia está voltada para o transporte rodoviário de cargas e passageiros”, avalia o presidente.