Uma pesquisa inédita, sobre os principais padrões de mobilidade urbana do País e aspectos estratégicos do setor de transporte público, realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) em parceria com a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), foi divulgada durante a abertura do Seminário Nacional da NTU, dia 30 de agosto, no Transamérica Expo Center, em São Paulo.

 

A “Pesquisa Mobilidade da População Urbana 2017″ ouviu, entre os dias 12 a 23 de junho deste ano, o que pensam os moradores de 35 cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes a respeito da mobilidade urbana e do transporte coletivo brasileiro. Três mil e cem questionários foram respondidos de forma presencial pelo responsável pelo domicílio, prestando informações detalhadas sobre os seus deslocamentos para a realização das atividades diárias, seja para trabalho, estudo ou outras razões. Além de prestar suas próprias informações, o entrevistado forneceu informações resumidas sobre os deslocamentos de todos os moradores do domicílio com 15 anos ou mais, chegando ao total de 7.825 pessoas pesquisadas. O estudo ainda levou em conta o porte do município e a classe social do entrevistado.

 

Foto: Divulgação / NTU

Foto: Divulgação / NTU

 

O levantamento aponta os problemas que mais afligem o passageiro de ônibus urbano e traz também um perfil do usuário desse sistema no Brasil. De acordo com o estudo, o transporte está na quarta posição entre os principais problemas urbanos enfrentados pelos entrevistados, perdendo para segurança, saúde e desemprego. Esse dado não teve variação quando comparado à pesquisa similar, realizada em 2006. Usuários que deixaram de utilizar os serviços disseram que a falta de flexibilidade (rotas e horários) e o preço da tarifa são os principais motivos da substituição do ônibus por outro tipo de transporte – 62% das pessoas que abandonaram os ônibus voltaria para o transporte coletivo se o valor da passagem fosse menor.

 

Segundo o presidente da NTU, Otávio Cunha, o resultado da pesquisa é reflexo do atual momento do País e do setor. “Vivemos a pior crise que o setor de transportes urbanos por ônibus já enfrentou. Precisamos refletir e buscar saídas para reverter a situação”, esclareceu. Cunha destacou ainda que “além de reduzir o custo da passagem, deve ser feita a flexibilidade das rotas, atualização das redes de transporte para que os passageiros tenham mais opções de linha e horários. A CIDE também pode ser um dos caminhos para resolver esta questão”.

 

Com relação ao perfil dos entrevistados, 52,5% são do sexo feminino. Na maioria dos domicílios pesquisados residem dois moradores (32,7%), sendo que o total de residentes soma 9.407 pessoas. Os adultos predominam na amostra e representam 51,9% dos moradores das residências pesquisadas. Já os desempregados constituem 10% dos indivíduos com 15 anos ou mais, o equivalente a 786 pessoas.

 

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