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30/07/2014

Oficinas reúnem colaboradores para adotar práticas dos indicadores do Instituto Ethos

A parceria entre a Fetranspor e o Instituto Ethos – formalizada, no fim de março, com o objetivo de melhorar a gestão das empresas e dos sindicatos filiados à Federação e, em especial, a relação das operadoras com seus clientes e setores da sociedade – já começa a se expandir pelo setor. Nos dias 5, 6, 9 e 10 de junho, foram realizadas as Oficinas Introdutórias de Indicadores Ethos no Sistema de Transporte Rodoviário do Estado do Rio de Janeiro. Trata-se de um ciclo de reuniões com colaboradores de diversas áreas dos sindicatos e das empresas de ônibus do Estado. Os encontros aconteceram nos auditórios do Rio Ônibus; do Instituto JCA, em Niterói; do Sindpass, em Barra Mansa, e do TransÔnibus, em Nova Iguaçu.

 

Foto: Jorge dos Santos

Foto: Jorge dos Santos

 

As quatro oficinas contaram com participação e orientação da coordenadora de Práticas Empresariais do Ethos, Juliana Soares, e da gerente de Responsabilidade Social da Fetranspor, Márcia Vaz, que destacou a importância das reuniões. “Este trabalho é para que todos conheçam a ferramenta (os indicadores Ethos são uma ferramenta de autodiagnóstico cuja principal finalidade é auxiliar as empresas a gerenciarem os impactos sociais e ambientais decorrentes de suas atividades) e exercitem sua utilização. Após esta fase, será distribuído material preparado pela Fetranspor, junto com representantes de sindicatos e empresas, com temas prioritários entre os Indicadores Ethos e baseados no cenário atual do sistema de transporte coletivo do Estado do Rio, e também identificados nas oficinas”, explica.

 

Convite para todos

 

As oficinas reuniram 102 colaboradores de cinco sindicatos (Rio Ônibus, TransÔnibus, Sindpass, Setrerj e Setransol), da Fetranspor e de empresas dos grupos JAL (Transportes Flores e Turismo Três Amigos), JCA (Auto Viação 1001 e Instituto JCA), Ponte Coberta (Expresso Nossa Senhora da Glória, Gardel Turismo e Viação Ponte Coberta), Mauá (Auto Viação ABC, Auto Ônibus Alcântara, Viação Icaraí e Viação Mauá), Real (Real Auto Ônibus), Rio ITA (Auto Ônibus Fagundes, Lev Transporte Rodoviário, Rio ITA e Transturismo Rio Minho) e Salineira (Auto Viação Salineira, Viação Montes Brancos e Viação São Pedro d’Aldeia). Também estiveram presentes a Auto Viação Três Amigos, a Expresso São Francisco, a Master Transporte Coletivos de Passageiros, a Transportes Paranapuan e a Santa Maria, assim como as viações Acari, Cidade do Aço, Dedo de Deus, Elite e Nossa Senhora de Lourdes.

 

Os participantes eram representantes dos setores administrativo, financeiro, jurídico, de Recursos Humanos, Qualidade, Desenvolvimento Humano e Organizacional, Governança e Planejamento, Marketing, Comunicação e Atendimento ao Cliente, Manutenção, Saúde e Segurança do Trabalho, Gestão Ambiental e Tecnologia da Informação. “É importante envolver funcionários de áreas diferentes, com visões diferentes, para entrarem em um consenso consistente e bem próximo da realidade. É um processo de autodiagnóstico por meio do qual a própria empresa vai planejar suas ações de acordo com o estágio em que se encontra”, explica Juliana.

 

Da teoria à prática

 

Nas oficinas, os participantes, além de praticarem a aplicação dos indicadores com resultados bastante satisfatórios, foram estimulados a identificar oportunidades e desafios em diferentes situações, como oferecer serviços diferenciados, adequar-se às leis, minimizar impactos e conscientizar pessoas de que todos têm um papel individual dentro do coletivo. “É preciso olhar para o setor e ver o que pode ser feito. Isto significa antecipar-se aos riscos e preparar-se para enfrentá-los”, afirma Juliana.

 

Foto: Jorge dos Santos

Foto: Jorge dos Santos

 

A coordenadora do Ethos revela que serão muitos os desafios. De acordo com Juliana, há algum tempo, os empresários já se esforçam para se adequar às novas normas, ou mesmo antigas, porém desconsideradas no dia a dia, visando tanto ao bem-estar de seus clientes internos e externos quanto à saúde financeira da organização. “As empresas existem para prestar serviço à sociedade, mas também influenciam no seu comportamento. E para não colocar a sua licença social em risco (aprovação da sociedade), é fundamental entender o seu valor e olhar para o próprio processo”, justifica.

 

Apoio à gestão

 

Na próxima fase, cada empresa vai designar sua equipe, que responderá a um conjunto de questões dos Indicadores Ethos. A seleção de indicadores a serem respondidos é feita pelas empresas de forma bastante criteriosa. A partir das respostas, será gerado relatório de diagnósticos da empresa, com sugestão de classificação dentro de um dos estágios, compreendendo desde o cumprimento básico da lei até a formalização de práticas, a criação de procedimentos e o envolvimento de outros públicos, como os fornecedores. Se houver divergência entre o sugerido e o escolhido pela organização, esta deverá se justificar para o sistema.

 

A coordenadora do Ethos explica a importância da autoavaliação e do rigor que deve ser adotado. “Este é um processo educativo, funciona como orientador de grupos, mostrando quais as práticas necessárias para se avançar no desenvolvimento da sustentabilidade e da responsabilidade social na gestão. Apresentamos um caminho para a empresa, e por serem estágios, ela consegue identificar a sua evolução e o seu planejamento para avançar”.

 

Momento de preparação

 

O momento é de preparação para a autoavaliação e, de acordo com Márcia Vaz, a área de Responsabilidade Social da Fetranspor está à disposição para esclarecimentos em qualquer fase do processo. Nos sites da Fetranspor e da Mobilidade TV estão disponíveis uma videoaula (em três episódios) ministrada por Juliana Soares, bem como palestra sobre “Indicadores Ethos para Negócios Sustentáveis e Responsáveis”, realizada ao vivo, no dia 27 de maio, e transmitida pela Universidade Corporativa
do Transporte (UCT).

 

Em 14 anos, os indicadores Ethos já foram utilizados por mais de 3.700 empresas. São orientados para a prática de negócios sustentáveis e responsáveis, alinhada à geração de valores econômico-financeiros, éticos, sociais e ambientais; tudo realizado de forma estratégica. O questionário serve para todos, mas existem os específicos a cada setor, e as análises são qualitativas e quantitativas, o que colabora para a contabilização dos processos.