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09/08/2021

Pesquisa sobre impactos da pandemia na mobilidade mostra redução no uso do transporte

Os resultados da primeira etapa da pesquisa internacional sobre os impactos da pandemia de Covid-19 na mobilidade, realizada pelo Centro de Excelência BRT+, da PUC Chile, de Santiago, com apoio do WRI Brasil, foram divulgados no final de julho e mostram que a maioria das pessoas passou a usar menos o transporte coletivo. O levantamento foi realizado pela internet, com 5.924 pessoas.

Nas nove cidades da América Latina (Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Bogotá, Buenos Aires, Lima, Quito e Santiago), mais de 50% dos participantes afirmaram ter reduzido a frequência com que o utilizam. O percentual foi de 82% em São Paulo, de 78% no Rio de Janeiro, 66% em Porto Alegre e 63% em Belo Horizonte. Além disso, em todas as cidades pesquisadas, mais de 60% disseram que estavam “extremamente preocupados” ou “muito preocupados” com a higiene no transporte público. Nas cidades brasileiras, foram 76% dos paulistanos e cariocas, 75% dos belo-horizontinos e 69% dos porto-alegrenses.

Nas cidades brasileiras e em Santiago a maioria dos entrevistados relatou ter diminuído o número de deslocamentos a pé e por bicicleta. Em outras cidades latino-americanas tiveram aumentos superiores a 30% em pelo menos um destes modos. A redução dos deslocamentos a pé foi de 41% em Porto Alegre, 40% em São Paulo, 36% no Rio de Janeiro e 35% em Belo Horizonte. No caso do uso da bicicleta, eles caíram 22% e Porto Alegre, 18% em São Paulo, 14% no Rio de Janeiro e 9% em Belo Horizonte.

Além disso, do total de respondentes das nove cidades, quando perguntados sobre quantos dias trabalhariam de casa no futuro (com a crise sanitária superada) caso pudessem escolher, em média, menos de 5% desejariam voltar ao trabalho totalmente presencial, 30% gostariam de trabalhar três dias de casa e 25% optariam pelo trabalho totalmente remoto. Bogotá (38%), Lima (30%) e Belo Horizonte (28%) foram as cidades com as maiores proporções de pessoas que escolheram esta última opção. Entretanto, os resultados indicam que a população mais vulnerável continuou se deslocando mais durante a pandemia.

A segunda etapa da pesquisa já está disponível. Para participar, clique aqui, selecione sua cidade e responda o questionário sobre mudanças nos hábitos de deslocamento.