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07/09/2020

PIB do transporte tem maior queda desde 1996

Divulgada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), dia 3 de setembro, a última edição do Transporte em Números mostra que o PIB (Produto Interno Bruto) do setor registrou queda de 11,3% nos primeiros seis meses de 2020. Comparado ao PIB brasileiro, cuja queda foi de 5,9% no mesmo período, a retração no segmento de transporte foi quase o dobro. Além disso, o desempenho do setor foi duas vezes pior do que o registrado no auge da recessão de 2014-2016.

A publicação detalha os resultados da atividade econômica do transporte no Brasil no primeiro semestre de 2020, marcado pela pandemia da Covid-19. De acordo com a CNT, esse foi o pior resultado para o setor desde o início da série histórica das Contas Nacionais Trimestrais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), iniciada em 1996. O relatório mostra a dimensão dos impactos da crise mundial provocada pelo novo coronavírus no acumulado do período.

De acordo com o Transporte em Números, entre todas as atividades, os serviços de transporte de cargas e passageiros apresentaram a segunda maior queda do valor adicionado no semestre, atrás apenas de atividades de serviços, como: alojamento, alimentação, saúde e educação consumidos pelas famílias, domésticos remunerados e culturais, desportivos e recreativos. Nesses casos, a retração foi de 13,6%.

No caso do transporte rodoviário, o desempenho do fluxo de veículos nas rodovias pedagiadas do Brasil foi negativo no primeiro semestre de 2020. Em termos de veículos leves houve retração de 23,1% no período, na comparação com os seis primeiros meses do ano passado. Já o de veículos pesados teve queda de 5,5%, na mesma base de comparação, o que representou uma diminuição de 18,8% no fluxo total.

Acesse aqui o Transporte em Números.