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11/09/2015

Planejamento e integração para a transformação das cidades

“A mobilidade eficiente faz cidades com melhor qualidade de vida. Os sistemas têm que ser direcionados para as pessoas e para o uso do espaço urbano”. As afirmações foram feitas pelo presidente-executivo da Fetranspor, Lélis Teixeira, durante sua participação no painel “A integração modal para a melhoria da mobilidade urbana”, na tarde desta sexta-feira, 11 de setembro, último dia do Congresso Internacional Cidades & Transportes.

 

A mesa foi composta também pelo diretor do VLT – Veículo Leve sobre Trilhos – do Rio de Janeiro, Augusto Schein; o diretor de planejamento e estratégia de produto da Future Insights, Mateus Lima Silveira; e Ramon Victor Cesar, Presidente da BHTrans – Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte. O Presidente da Urbanização de Curitiba S/A (URB), Roberto Gregorio da Silva Junior, fez a moderação e abriu o painel observando a busca dos operadores de transporte público em ofertar um serviço integrado, de qualidade, eficiente e com valor agregado aos usuários do sistema.

 

Foto: Jorge dos Santos

Foto: Jorge dos Santos

 

A otimização da mobilidade dentro de uma rede de opções de modais existentes em uma cidade é o grande paradigma de centros metropolitanos na atualidade. Nesse aspecto, planejamento integrado é essencial. Quando há um sistema integrado com diferentes modais, que atenda as distintas necessidades de deslocamento da população, e tenha um serviço de qualidade sob um preço justo, não só as pessoas, mas toda a cidade é beneficiada com a população tendo maior acesso às suas áreas.

 

Conectando o cidadão à cidade

 

Ramon Victor Cesar descreveu a importância da área de planejamento na experiência de Belo Horizonte. “A área de operações equivale a mais de 50% da equipe da BHTrans, mas a função do planejamento é estratégico. É indispensável que tenhamos um time que pense os transportes diariamente, sem esquecer os elementos rotineiros que a cidade enfrenta, mas pensando novas formas de manter o cidadão em contato com a cidade”, disse.

 

Segundo, Augusto Schein, o VLT no centro do Rio de Janeiro será a espinha dorsal de um processo de revitalização da cidade do projeto Porto Maravilha, que reconectará o carioca a uma área há muito esquecida. Lélis Teixeira destacou a importância do planejamento urbano estar integrado a todo sistema de transporte. “O projeto do VLT vai conectar BRTs, linhas de ônibus convencionais, barcas, metrô, trens, teleféricos e o aeroporto Santos Dumont. Ou seja, todos os modais que existam ou cheguem ao centro do Rio, estarão integrados ao VLT. O Rio de Janeiro está sofrendo a maior transformação entre as cidades do Brasil que receberam investimento para os eventos esportivos internacionais. É um exemplo real do planejamento urbano integrado ao sistema de transporte e pensado em benefício da população”, explicou.