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09/07/2018

Relatório mostra efeitos da greve dos caminhoneiros no transporte por ônibus

Relatório divulgado pela NTU, em junho, mostra o impacto da greve dos caminhoneiros, ocorrida entre os dias 21 e 30 de maio passado, sobre o setor de transporte público por ônibus. De acordo com o documento, a manifestação afetou a vida de 39 milhões de usuários de transporte, em um total de 3.313 municípios, que deixaram de realizar 51,9 milhões de viagens. As perdas foram de R$ 5,8 bilhões para o segmento em todo o País. O número é uma soma da perda de produtividade no mercado de trabalho (R$ 5,6 bilhões) por conta das horas não trabalhadas pelas pessoas que não conseguiram transporte público e da queda no faturamento das empresas (R$ 191,8 milhões).

 

O serviço foi afetado com o desabastecimento de óleo diesel a partir do dia 23 de maio, com reflexos até o dia 30 de maio. Com base nas informações recebidas, foi construído um quadro de acompanhamento, para esse período, dos sistemas de operação por ônibus de 23 capitais federais, que representam 46% da frota total de ônibus e da demanda diária de passageiros equivalentes transportados no País. Somente nesses 23 sistemas analisados, 28,2 milhões de usuários não realizaram deslocamentos.

 

Em Belo Horizonte, Minas Gerais, nenhum coletivo circulou no dia 27 de maio, por exemplo. Em Teresina, no Piauí, só 30% dos ônibus estavam nas ruas no dia 25 e, em São Paulo, 46% rodaram na mesma data. No Rio de Janeiro, a situação evoluiu da seguinte forma: dia 23, 60% da frota estavam em operação; dia 24, eram 58%; dias 25 e 26, estavam em circulação 50% dos ônibus; dia 27 foi a data mais crítica, com apenas 13% da frota nas ruas; dia 28 o percentual subiu para 35%, e nos dois últimos dias, a operação já estava totalmente normalizada.

 

Nota: Para cálculo da perda de produtividade no mercado de trabalho, a NTU considerou o custo médio de R$ 8,98 por hora de trabalho do brasileiro, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A associação assumiu que os usuários que não conseguiram transporte não chegaram a seus empregos.

 

Confira o relatório completo aqui.