“Qualidade no Transporte Público: uma demanda social” foi o tema do Seminário Nacional da NTU 2017, realizado entre os dias 29 e 31 de agosto, no Transamérica Expo Center, em São Paulo. O evento reuniu cerca de três mil pessoas e contou com a presença de autoridades, gestores públicos e especialistas no assunto.

 

No primeiro dia, foram realizados os Encontros dos Colégios de Advogados e Técnico, para o Ciclo de Estudos 2017, do Grupo de Gestão e Liderança de jovens empresários, e a abertura da Feira Transpúblico, que aconteceu paralelamente ao Seminário.

 

Fotos: Divulgação NTU / André Conti e Daniel Deak

Fotos: Divulgação NTU / André Conti e Daniel Deak

 

O painel de abertura, “Financiamento versus qualidade nos serviços de transporte público”, dia 30, debateu formas de manter as gratuidades do transporte sem onerar ainda mais o passageiro que paga a tarifa, bem como soluções para alavancar os investimentos do setor. “Precisamos deixar claro que a gratuidade é o usuário quem paga. É um serviço que acaba sobrecarregando o custo do sistema”, frisou Otávio Cunha, presidente da NTU. Já o secretário nacional de Mobilidade Urbana, José Roberto Generoso, informou que “o governo federal está liberando R$ 800 milhões por meio do programa Refrota para a compra de 10 mil ônibus”, informou.

 

No segundo painel, sobre “Infraestrutura do transporte público: como garantir a continuidade dos investimentos”, comandado por José Roberto Generoso e mediado por Marcos Bicalho, diretor Administrativo e Institucional da NTU, o secretário de Mobilidade Urbana admitiu que o governo federal não é capaz de cumprir a promessa de tratar o transporte coletivo como prioridade. Generoso explicou que as regras que regiam o financiamento de recursos do FGTS mudaram e citou novamente o Refrota 17, criada em conjunto com a NTU e fabricantes de ônibus, para oferecer condições de financiamento. Sobre o que precisa ser feito, o secretário foi enfático: “Condições melhores e projetos melhores. Precisamos acabar com essa onda de maus projetos. Com projetos bem estruturados o custo será menor”, completou. Generoso também defendeu que a operação de transporte público tem que ser feita pelo setor privado.

 

Fotos: Divulgação NTU / André Conti e Daniel Deak

Fotos: Divulgação NTU / André Conti e Daniel Deak

 

“Segurança jurídica nos contratos de transporte público” foi o tema do terceiro e último painel, apresentado pelo sócio da Rhein Schirato, Meireles e Caiado Advogados, o professor doutor de direito administrativo da Faculdade de Direito da USP, Vitor Rhein Schirato. Ele destacou a necessidade de se construir contratos que de fato tragam a segurança necessária para que as organizações privadas não fiquem à mercê do poder concedente. Mediador do debate, o empresário Edmundo de Carvalho Pinheiro, diretor da Itapar – Ita Participações e Serviços, enfatizou que “ou o setor se resigna ou enfrenta a situação. Temos capacidade de melhorar para fazer este enfrentamento de ordem jurídica e o setor deve estar mais preparado”.

 

O último dia do Seminário foi reservado para a Oficina de Sistemas Inteligentes de Transporte (ITS), que discutiu soluções para aprimorar a oferta de serviços aos usuários e que impactam diretamente no desempenho e na modernização do transporte coletivo urbano brasileiro. Os temas foram: “Produtividade, produtividade e produtividade”; “Rumo à retirada do dinheiro?”, e “O futuro começa agora”.

 

Fotos: Divulgação NTU / André Conti e Daniel Deak

Fotos: Divulgação NTU / André Conti e Daniel Deak

 

A cobertura completa do evento está disponível no site da NTU (www.ntu.org.br).