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04/09/2015

Seminário Nacional discute o panorama atual da mobilidade urbana

A Associação Nacional dos Transportes Públicos – NTU realizou entre os dias 1 e 3 de setembro, na cidade de São Paulo, mais uma edição do Seminário Nacional. Este ano, o tema do evento foi a prioridade ao coletivo para uma mobilidade sustentável, bandeira que a entidade já levanta há alguns anos e, cuja proposta, é promover a expansão de faixas exclusivas e corredores do tipo BRT no País.

 
De acordo com o presidente da NTU, Otávio Cunha, o brasileiro tem perdido mais de duas horas nos deslocamentos entre as respectivas residências e o local de trabalho. “Uma das alternativas para as grandes cidades é a criação de faixas e corredores exclusivos para os ônibus”.

 
Presente ao evento, o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, confirmou a continuidade nos investimentos em mobilidade urbana e anunciou a desburocratização na captação de recursos com vistas a acelerar a execução de projetos e a renovação de frota. “O governo está revendo a linha de financiamento de veículos, que já existe, mas não é utilizado por falta de integração do Ministério com as empresas e a Caixa”, explicou.

 

 

Foto: Divulgação NTU

Foto: Divulgação NTU

 

Participaram da abertura do evento o secretário de Estado de Transportes de São Paulo, Clodoaldo Pelissioni; a presidente do Instituto de Transporte e Logística, Lucimar Coutinho; o presidente da ANTP, Aílton Brasiliense; o presidente da Fabus, José Antônio Martins e o presidente da URBS, Roberto Gregório Jr.

 
O primeiro dia de atividades do seminário reservou debates em torno das medidas que tem sido tomadas para melhoria da mobilidade urbana nas capitais de modo a otimizar os deslocamentos da população, dinamizar a economia das cidades e diminuir os congestionamentos. O painel que tratou da priorização do transporte coletivo teve participação do secretário de transportes de São Paulo, Jilmar Tatto, que afirmou de forma categórica: “dar prioridade ao usuário do transporte público deve estar na agenda política do estado. Ele está no direito de reclamar. É ele quem paga a conta”.

 
A pesquisadora Susan Zielinski, diretora do projeto Smart, da Universidade de Michigan (EUA), mostrou que deve ser estabelecida uma forma de mapear os pontos de melhoria e não depender somente dos planos diretores para melhoria da mobilidade. “Deve se convocar todos os agentes envolvidos para se pensar em soluções para o usuário. Devemos pensar em todos os pontos de maior movimentação de pessoas e de conexão”. Além disso, alternativas para aumentar a atratividade do transporte público de maneira que os modais estejam aptos a absorver novas demandas, assim como soluções já adotadas e que vem dando resultado nos corredores de Curitiba e de Belo Horizonte.

 

 

Foto: Divulgação NTU

Foto: Divulgação NTU

 

 

A atual situação econômica do País também foi debatida no evento. Coube ao jornalista Carlos Sardenberg, apresentar o cenário atual, os desafios para que o Brasil volte a crescer e como a consequente retração nos investimentos impacta diretamente no setor de transporte e quais alternativas podem sem adotada. “Como o setor público está literalmente quebrado produzindo déficit, com os estados e municípios e situação financeira muito ruim, a saída para qualquer investimento em infraestrutura são as concessões ao setor privado”.